O porto de Aratu, na Bahia, administrado atualmente pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), poderá ser comandado pelo setor privado. É candidata à posição uma companhia a ser formada pela Braskem, Ultracargo e Login.
Segundo o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, que participou nessa quinta-feira da 2ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, promovida pela Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK), a secretaria poderá lançar, até o primeiro semestre de 2010, licitação para escolher a futura controladora do porto.
"As empresas estão fazendo a análise de viabilidade econômica. Elas deverão nos apresentar o estudo até o primeiro semestre de 2010", explicou. "Este é um exemplo da abertura do marco regulatório brasileiro para investimentos no setor portuário", afirmou Brito.
De acordo com o ministro, com a privatização o governo não precisará mais investir no Porto de Aratu. "Teremos um grupo empreendedor privado responsável por todos os investimentos necessários para o avanço do Porto de Aratu, aliviando o governo desta obrigação."
Segundo o gerente de Logística da Petroquímicos Básicos Braskem, José Frederico Maciel, a iniciativa privada pode tornar os portos brasileiros mais competitivos. "Vamos apresentar um projeto conceitual do que seria a oportunidade de administrar o porto público de Aratu. A Braskem tem na Bahia um dos grandes polos exportadores de carga. Seremos, caso o nosso grupo ganhe a licitação, a primeira experiência de uma empresa privada administrando um porto público", disse Maciel, assinalando que serão necessários pelo menos R$ 500 milhões em investimentos para deixar o Porto de Aratu competitivo.