Helibrás – Fabricante de helicópteros brasileiros

A Helicópteros do Brasil S.A. (Helibras) é um empresa brasileira, fabricante de aeronaves de asas rotativas.Criada em 1978, em São José dos Campos-SP, e inaugurada em 1980, em Itajubá-MG, sendo a única fabricante de helicópteros da América Latina.

Segundo o site da Eurocopter, a composição acionária da Helibrás é:

  • 76.52% Eurocopter
  • 12.45% Governo de Minas Gerais
  • 10.97% Bueninvest
  • 0.05% SACS

O atual presidente da empresa é Eduardo Marson Ferreira.

Seus modelos para uso civil e militar, são montados sob licença da Eurocopter.

Uso civil:

  • Modelo Colibri
  • EC 120 COLIBRI – É um helicóptero monomotor leve com capacidade para 4 passageiros e 1 piloto.
  • Esquilo AS 350 B2 – É um helicóptero monoturbina leve para 5/6 passageiros e 1 piloto.
  • AS 350 B3 – Versão de alta performance do Esquilo monomotor, o AS 350 B3 é a aeronave indicada para condições extremas de operação.
  • EC 130 B4 – É um monoturbina leve, ultra-silencioso e espaçoso.
  • AS 355 NP – É a versão biturbina do Esquilo.
  • EC 135 – Biturbina leve e multifunção.
  • EC 145 – Biturbina com capacidade para transportar até 10 pessoas.
  • AS 365 N3 – É um helicóptero civil médio, biturbina multifunção.
  • EC 155 – Biturbina de cabine ampla e rotor principal com 5 pás.
  • AS 332 L1 – Super Puma – Biturbina médio de uso civil.

Uso militar:

  • Modelo Tigre
  • EC 120 B – Monomotor leve.
  • AS 550 C3 – Versão de combate do Fennec monoturbina.
  • EC 130 B4 – Novo helicóptero monoturbina leve de 7-8 assentos.
  • AS 555 SN – Versão naval do Fennec biturbina.
  • EC 635 – Versão militar do EC 135.
  • Panther AS 565 UB / MB – Helicóptero médio, biturbina e multimissão.
  • COUGAR AS 532 AL – Esta é a versão “alongada” da família Cougar. Este helicóptero pode transportar 25 combatentes ou 6 feridos em macas, e mais 10 passageiros.
  • EC 725 – helicóptero biturbina médio da classe de 11 toneladas.
  • Tigre HAP/HCP – Aeronave de combate ar-ar e apoio de fogo; helicóptero de médio porte de 6 toneladas, motorizado com 2 turbinas MTR 390.
  • NH90 – biturbina da classe de 9 toneladas para transporte tático e missões navais.

COLIBRI:

TIGRE:

Helibrás AS-350B2 Esquilo

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Uma matéria de 21/02/2008
Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/noti…dNoticia=70621

Helibras será a Embraer do helicóptero

Empresa de Itajubá vai ampliar produção, formar pólo aeronáutico em Minas e exportar; negócio gira 1 bi de euros
HELENICE LAGUARDIA

A fabricante de helicópteros Helibras, com 30 anos de montagem, venda e pós-venda das aeronaves da linha francesa eurocopter no Brasil, lança no dia 30 de junho a produção da aeronave SuperCougar, na fábrica de Itajubá, no Sul de Minas, a 447 Km de Belo Horizonte. O projeto deve atrair investimentos de até 1 bilhão de euros de fabricantes de peças, fornecedores de serviços, transferência tecnológica e a instalação de simulador de vôo.

Jorge Viana, presidente do Conselho da Helibras e ex-governador do Acre, reuniu-se ontem com o governador Aécio Neves, no Palácio das Mangabeiras, para apresentar a nova fase da empresa. O Governo de Minas tem 25% do capital votante, a Eurocopter tem 45% e 30% são do grupo financeiro Bueninvest. Além da produção mensal de três helicópteros Esquilo, entra em operação o SuperCougar, de médio porte, para atender o mercado interno e exportação. A aeronave, segundo informações do mercado, pode ser adaptada para ser utilizada pelas forças armadas.

A fábrica de Itajubá deve dobrar de tamanho, com a produção dos componentes em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo. Jorge Viana informou que há a possibilidade de uma multinacional montar uma fábrica de turbinas no Rio de Janeiro já que elas são importadas. “Minas vai ganhar o 2º pólo aeronáutico do país”, numa referência ao da Embraer, que produz e exporta aviões. Ele considera a frota de helicópteros brasileira antiga com carência de renovação. ” O presidente está priorizando a área com o compromisso de adquirir 50 aparelhos ao longo de 10 anos para viabilizar a produção”, informou. O detalhamento do projeto já foi apresentado ao presidente Lula, que deu sinal verde para construir a proposta com a entrega do helicóptero em dois anos.

Ênio Botelho, diretor presidente da MGI, detentora de 25% do controle acionário da Helibras, disse que a empresa, vinculada à Secretaria de Estado da Fazenda de Minas, ainda não foi chamada para discutir a expansão. “Não participamos da gestão da empresa. É uma participação estratégica que o Estado tem”, explicou.

Desde a sua criação, a Helibras já produziu e entregou ao mercado mais de 400 aeronaves. Da frota brasileira em operação de 813 helicópteros movidos à turbina, mais de 440, ou 54% do mercado, são modelos Helibras/Eurocopter.

Única fabricante de helicópteros na América Latina, associada ao Grupo Eurocopter, a Helibras foi constituída em 1978, em São José dos Campos, interior de São Paulo.

Todo o negócio foi transferido para Itajubá, Sul de Minas, em 28 de março de 1980. Hoje, com 14 mil metros quadrados de área construída, a unidade é responsável pela montagem, venda e pós-venda de helicópteros da linha Eurocopter no Brasil. A Helibras tem atuação nos mercados civil (executivo, aeromédico, transporte e táxi aéreo, segurança pública e defesa civil e offshore) e militar.

WELLINGTON PEDRO/IMPRENSA

Tratamento tributário diferenciado

A Helibras deverá receber um tratamento tributário, utilizado por todos os Estados, que é a postergação do ICMS para pagar depois da venda do helicóptero. “Eu remeto para a venda o diferimento de alguns incentivos de ICMS na importação de componentes, motores, pás, rotores, eletrônicos e trens de pouso”, explica o presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais, Eduardo Lery Vieira. Isto será feito na medida em que a empresa apresentar os planos de negócio com a assinatura do protocolo de intenções sobre direitos e deveres com o Governo de Minas.

Representantes da Helibras visitam Minas desde o 4º trimestre de 2007. “O sigilo era fundamental, senão a gente aguça a curiosidade do Rio e Espírito Santo com políticas agressivas”, lembrou. O Estado tem participação no capital votante da Helibras por meio da MGI, a holding do Estado, ligada à Secretaria da Fazenda. “É uma participação histórica com 25% do capital social com as implicações e comandos jurídicos”, explica.

Eduardo Lery espera a montagem do pólo de fornecedores (mecânico, hidráulico, trem de pouso e motor), nos arredores de Itajubá, no Sul de Minas. (HL)

Publicado em: 21/02/2008