Prefeitura do Rio terá R$2 bilhões para investir em 2010

Rio terá R$ 2 bilhões para investir
Jornal do Commercio, Wilson Tosta, 12/jan

Depois de um primeiro ano de mandato marcado por restrições orçamentárias, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), terá perto de R$ 2 bilhões para investir em 2010 e, assim, ganhar peso no processo eleitoral com um pacote de obras e iniciativas que deem visibilidade à sua gestão. A quantia é quatro vezes o investimento de cerca de R$ 500 milhões da prefeitura carioca no ano passado, marcado por restrições orçamentárias.

Entre as prioridades de Paes, aliado do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), candidato à reeleição, e do governo federal, agora estão as obras de revitalização da zona portuária, o investimento no subúrbio com o programa Bairro Maravilha e o aumento de gastos na área de saúde de 17% das receitas em 2009 para perto de 20% este ano.

"A prefeitura do Rio voltou a ser uma potência", garantiu o prefeito, em entrevista ao Grupo Estado, no fim do ano passado, quando anunciou que pretendia inaugurar em 2010 oito ou nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), uma de suas principais bandeiras na eleição de 2008.

Estratégia. Para fazer caixa, Paes reduziu cargos em comissão e encargos especiais; no lado da receita, preparou a implantação da nota fiscal eletrônica e se beneficiou do aumento da arrecadação do IPVA, devido à Operação Lei Seca, realizada pelo estado para combater a mistura de bebida alcoólica e direção – nas blitze, as autoridades checam não só o uso de álcool, mas também se o pagamento do tributo está em dia. Com tudo isso, Paes espera chegar, este ano, à meta de dedicar 10% do Orçamento a investimentos.

O prefeito do Rio também vai manter em 2010 a parceria com os governos estadual e federal, o que incluirá o apoio à reeleição de Cabral e à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Depois de constrangimentos na campanha de 2008, quando teve que explicar sua mudança em relação ao governo federal – no escândalo do mensalão, ainda no PSDB, atacou duramente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, tem agora relação amistosa com o Palácio do Planalto, embora mais distante do que Cabral. Sua gestão, contudo, tem sido marcada por prioridade para iniciativas como abrir à gestão privada, por meio de organizações sociais, as áreas de saúde, educação, cultura e meio ambiente, e prioridade para a eficiência administrativa.

http://ademi.webtexto.com.br/article…2&recalcul=oui