Bem, como eu não tive muito tempo pra organizar material e as minhas fotos do Bairro ficaram na faculdade, eu começarei apenas postando pequenas notícias sobre o Bairro que mostraram início da volta de São Cristóvão ao interesse imobiliário junto à recuperação gradual de alguns trechos da localidade.
Dados:
* Área Territorial (2003): 410,56 hectares
* Total de população (2000): 38.334 habitantes
* Total de domicílios (2000): 13.209
Fonte:Wikipedia.
São Cristóvão é sede da VII Região administrativa da cidade do Rio de Janeiro. Bairros integrantes da região administrativa são: Benfica, Mangueira, São Cristóvão, Vasco da Gama.
O bairro foi criado em 23 de julho de 1981.(Entretanto há gente que considere seu surgimento muito antes disso, entre 1572 e 1583, no caso, uma fazenda).
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História do Bairro O Bairro de São Cristóvão teve sua origem na grande sesmaria pertencente aos jesuítas, que se estendia do Rio Comprido até Inhaúma e que entre 1572 e 1583, foi desmembrada fazendo surgir três engenhos denominados: Fazenda do Engenho Velho; Fazenda do Engenho Novo e Fazenda de São Cristóvão. Seu nome se deve à igrejinha dedicada ao santo erguida pela Companhia, junto à praia habitada apenas por alguns pescadores. Quando D. João chegou ao Brasil, em 1808, o negociante atacadista Elias Antônio Lopes, era proprietário da melhor casa-quinta do Século XVIII, que ficava numa elevação como um oásis numa região bastante alagadiça. Elias Antônio Lopes resolveu doar a D. João sua quinta, que na época era um vasto casarão bastante confortável, mas não suficiente para ser residência real. Então, o próprio negociante mandou que um arquiteto inglês, John Johnston, reformasse o prédio. Nesta época foi colocado em sua entrada o Portão Monumental, também um regalo dado a D. João, pelo General Lord Percy, Duque de Northumberland. O portão era semelhante ao que existia em sua residência na Inglaterra e foi colocado à frente do Paço de São Cristóvão. Em 1909 o portal for transferido para a entrada do Jardim Zoológico onde ainda se encontra. Em 1817 passou a residir no Palácio, o Príncipe herdeiro da Coroa – D. Pedro, recém casado com D. Maria Leopoldina Josefa Carolina, Arquiduquesa da Casa de Habsburgo, a mais poderosa dinastia mundial da época. Nela D. Leopoldina viria a morrer de parto, em 1826 e em seus jardins cresceu D. Pedro II. Além do Imperador D. Pedro II, nele também nasceu e cresceu outro monarca, D. Maria da Glória, sua irmã e futura D. Maria II de Portugal, que ascendeu ao trono em 1834, graças a seu pai D. Pedro, depois da vitória na Revolução Libertadora Portuguesa. O grande Parque da Quinta da Boa Vista foi uma obra de August Glaziou, que elaborou um projeto integral de paisagismo, que foi realizado nos anos sessenta do século XIX. As formas curvilíneas dos caminhos, rios, lagoas e canteiros ajardinados constrastam com a alameda retilínea de sapucaias que segue o eixo central que dá acesso ao Palácio. Outros trabalhos de Glaziou na cidade foram os jardins: do Passeio Público e do Campo de Santana e em Petrópolis, os jardins do Paço Imperial, atual Museu Imperial. Com a República, a Quinta onde foi reunida a Constituinte de 1891, se transformou para abrigar o Museu Nacional, que antes ficava no Campo de Santana. Quando Nilo Peçanha assumiu a Presidência, o seu estado era lamentável e em seus jardins já haviam sido construídas toscas residências, por isto, em 1909 todo o parque foi restaurado e cercado, O Bairro de São Cristóvão com o tempo perdeu seu glamour da época do Império e foi aos poucos se degradando, atualmente apresenta formas diferenciadas, abrigando muitas indústrias, gráficas, serviços, auto peças, sendo habitado em sua maioria por uma população de baixa renda.
O Solar da Marquesa de Santos, é um sobrado de Estilo Colonial do final do Século XVIII, que recebeu uma reforma classiciznate por volta de 1825 que lhe deu a feição atual. Tem como destaque o frontão e os frisos ornamentais da fachada e seu interior, ricamente decorado com estuqyes e afrscos, à maneira renascentista. Foi projetado por Pedro José Pézèrat e construído por Pedro Alexandre Cavroé, em 1826, sendo sua pintura mural de autoria de Pedro do Amaral. Possue um belíssimo salão oval com escadas curvas que dá para sua parte posterior. A casa foi residência também do Barão de Mauá, ao final do Seculo XIX e depois pertenceu ao médico Abel Parente que nela instalou uma Casa de Saúde, depois pertenceu ao Ministério da Saúde e finalmente passou para o Estado da Guanabara no Governo de Carlos Lacerda, que o cenverteu em Museu para os festejos do IX Centenário da Cidade.
O prédio do Museu Nacional ao longo do tempo teve suas características bastante modificadas: às obras iniciais de Estilo Neogótico de John Johnston, sucedeu o Estilo Português de Manuel da Costa, em 1822; depois a linguagem Neoclássica de Pedro José Pézèrat, de 1828 a 1831; de Manoel de Araújo Porto-Alegre depois de 1847 e Theodoro Marx entre 1857 e 1868, que foram mantidas nas intervenções posteriores. Parque da Quinta da Boa Vista
A Quinta da Boa Vista é atualmente um dos principais locais de lazer da população do Rio de Janeiro, que pode levar suas crianças para brincar nos maravilhosos jardins de Glaziou, com suas grutas, rios, lagos e canteiros, sem falar do imperdível visita ao Jardim Zoológico do Rio de Janeiro, que também fica localizado na Quinta e por onde se entra através do Portal Monumental que na época do Império era o portão que dava acesso ao Paço Imperial. Nos jardins da Quinta o Maestro Issac Karabschevsky regeu inúmeras vezes as apresentações da Orquestra Sinfônica Brasileira no Projeto Aquarius e chegou até a encenar à beira do Lago, completamente lotado, a Ópera Aída, numa das mais belas apresentações já realizadas ao ar livre e para o público em geral. Fonte:http://www.marcillio.com/rio/enscrist.html |
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Notícias do Bairro:
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O imperial São Cristóvão Prefeito muda o nome do bairro e causa polêmica entre os moradores, que esperam por obras Andréia Lopes Rio – Residência oficial da monarquia, São Cristóvão volta a ganhar status de império, quase 200 anos depois da chegada da família real portuguesa. Decreto assinado ontem pelo prefeito Cesar Maia modificou o nome do local para Bairro Imperial de São Cristóvão. A mudança causou polêmica entre moradores, que não acreditam que a novidade, por si só, trará melhorias. Outros torcem para que o novo nome ajude a acelerar a prometida revitalização. A prefeitura prevê urbanização de ruas e criação de nova praça, por exemplo. A iniciativa privada também aposta no crescimento do bairro: até 2010 serão erguidos pelo menos três novos prédios residenciais. A idéia da mudança, que também ocorreu em função da proximidade do aniversário de 200 anos da vinda da corte Portuguesa ao Brasil, ano que vem, partiu de grupo de moradores. Seremos um dos poucos bairros do mundo a ter esse título!, orgulha-se o presidente da Câmara Comunitária de São Cristóvão, Maurício Mendes. Para ele, os benefícios vão além da palavra Imperial no nome: Vai melhorar a auto-estima do bairro e atrair investimentos. Já outros desaprovaram a iniciativa, como a moradora Telma Caldas. Na prática não significará nada. Em vez disso, deveriam melhorar as ruas, sugere. No bairro estão localizados, por exemplo, o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, e a Casa da Marquesa de Santos, dois ícones dos tempos da nobreza. O historiador Milton Teixeira aprova a mudança e reforça a necessidade de investimentos na região. Depois que a monarquia abandonou o bairro, ele perdeu o grande atrativo. Pessoas de posse foram para a Zona Sul, e casas viraram fábricas ou vilas. O que resta daqueles tempos não está conservado, avalia. Mesmo assim, antigos e futuros moradores apostam na revitalização. São Cristóvão ficou adormecido. Mas agora a procura cresce por ele ser mais alternativo e pela praticidade, comemora o empresário Rubem Vasconcelos, da Patrimóvel, que já lançou três empreendimentos na região. PASSARELA DA QUINTA AO MARACANÃ O prefeito Cesar Maia renovou em julho convênio com a Prefeitura de Paris para o Plano de Reabilitação Integrada do bairro. A parceria prevê ações como a construção da Praça Pedro II, entre as ruas São Cristóvão e Pedro II, e expansão do Zoológico. Está em estudo também construção de passarela que ligará o nosso Central Park, como descreve o prefeito, ao Estádio do Maracanã. Mês que vem será licitada a obra que unirá a Rua Ceará à Pedro II, facilitando o acesso ao bairro. Confiante na revitalização, Elizabeth Backx se diz satisfeita com a criação da Praça Pedro II, que ficará próxima ao local onde trabalha. Vai melhorar muito, acredita ela. Sua amiga Bianca Aiello concorda. Desde o início do ano, a prefeitura organiza pequenos eventos para comemorar os 200 anos da chegada da corte ao Brasil. Antes de ser moradia da monarquia, São Cristóvão foi dos índios até 1578. Nesse ano, chegaram os jesuítas, também expulsos, em 1759. Quatro anos depois, os terrenos da região foram loteados e leiloados. O negociante Elias Antônio Lopes adquiriu a Quinta então 3 vezes maior e a presenteou a D.João VI em 1808. O palácio, atual Museu Nacional, fora erguido 5 anos antes. |
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RIO – Em comemoração aos investimentos gerados no bairro imperial de São Cristóvão, o presidente da Câmara Comunitária do bairro que festeja 10 anos de criação Maurício Mendes, organizou um evento no Museu Militar Conde de Linhares, para apresentação de investimentos na região e a criação de uma Comissão Comunitária, presidida pelo presidente da construtora Concal, Júlio Conde Caldas. No discurso, o otimismo de retomar o prestígio de uma região que perdeu mais de 30 mil habitantes de 1980 para cá. [22:20] – 08/12/2008 |
AINDA EM CONSTRUÇÃO. Aguardem…:soon:


