Obras no parque tiveram início ontem; luzes vão ser temáticas em diferentes pontos
ELVIS PEREIRA, [email protected]
A AES Eletropaulo iniciou ontem as escavações que vão alterar a rede elétrica e a iluminação do Parque do Ibirapuera, na zona sul, até agosto. A ideia é remover os 248 postes e os 4,7 km de fios sustentados por eles e levar todo o sistema para dutos instalados sob a terra. A iluminação também sofrerá alterações, com postes mais baixos e lâmpadas especiais na Oca, na Marquise e no Planetário.
A remoção da rede elétrica aérea do Ibirapuera vinha sendo discutida desde 2006, segundo o administrador do parque, Heraldo Guiaro, por dois motivos: aumentar a segurança e melhorar a paisagem. À medida que há 15.625 árvores aqui, é necessário se manter sempre um trabalho de poda e de limpeza nas áreas por onde passam os fios de alta tensão. O serviço evita que os galhos atinjam a rede, danificando-a e interrompendo o fornecimento de energia.
Tornar toda a rede subterrânea custará R$ 3,7 milhões. O montante será desembolsado pela AES Eletropaulo como parte do termo de ajustamento de conduta firmado com a Prefeitura de São Paulo. O governo municipal negociou o pagamento de uma dívida de R$ 344,2 milhões com a empresa. O acordo estabeleceu que a AES Eletropaulo invista metade dessa cifra em obras para o município. E a primeira da lista foi o Parque do Ibirapuera.
A escolha foi feita baseada no impacto simbólico da obra e da viabilidade técnica. A retirada da rede vai dar um impacto bem visual para os frequentadores, explicou o diretor de operações da AES Eletropaulo, Roberto Mário Di Naro. E não vai haver nenhum impacto com o trânsito, vamos poder trabalhar à noite porque não vai haver problema de ruído, de segurança, acrescentou.
Inicialmente, a empresa construirá toda a rede subterrânea. Ela terá 3 km de extensão, 1,7 km a menos em relação à atual. Ele vai encolher, mas atenderá os mesmos pontos, ressaltou Di Naro. Formarão o sistema de seis a oito dutos, nos quais percorrerão cabos com tensão de 15 mil volts.
Tanto o administrador do parque quanto o diretor da AES Eletropaulo asseguram que as obras não vão interferir na rotina dos frequentadores. Os locais afetados pelas escavações serão cercados com tapumes, para restringir o acesso. A troca da fonte de abastecimento será efetuada gradativamente, para que não haja cortes no fornecimento. Tudo deve estar pronto de seis a oito meses.
Segundo Di Naro, a rede subterrânea é mais segura por não correr o risco de ser atingida por raios ou em razão de danos provocados pelas chuvas. Em contrapartida, o nosso sistema subterrâneo é muito complexo. Temos interferência de água, por exemplo, mas a rede está preparada.
A iluminação do parque também deverá ser modernizada. O diretor técnico do Departamento de Iluminação Pública, Paulo Candura, disse que o projeto deve ser concluído dentro de 90 dias. Uma das principais mudanças previstas é a instalação de postes de 5 a 7 metros de altura, em substituição aos de 10 a 20 metros existentes atualmente. Hoje os postes são muito altos e iluminam as copas das árvores, afirma.
Vamos iluminar toda as vias asfaltadas do parque e as de terra por onde as pessoas geralmente andam, afirmou Candura. A iluminação da pista de cooper deverá ser submetida a ajustes. Outra ideia é adotar esquemas de luzes temáticas. O Planetário, por exemplo, terá uma iluminação a LED, diz. Também deverão ganhar luzes especiais a Oca, o prédio da Bienal e a marquise. Quando você estiver num avião passando por São Paulo será possível ver o desenho da marquise.
NOVIDADES
R$ 3,7 mi
É O VALOR
orçado para enterrar a rede elétrica do Parque do Ibirapuera
248
POSTES
deverão ser removidos de toda a área
8
MESES
é prazo máximo estimado para a conclusão da obra