Vou começar essa postagem pedindo desculpas afinal esse texto é extremamente óbvio, tão óbvio que nem deveria ser escrito, mas por força dos fatos se faz necessário.
Segundo o pai dos burros o dicionário Aurélio, assassino é aquele que tira a vida a alguém, que assassina, aquele que causa perda ou ruína, que destrói, aniquila. Um baleia que caça para se alimentar realmente tira a vida de outro animal, mas por necessidade, essa é a ordem natural de um mundo no qual somos, ainda, meros coadjuvantes.
O termo assassino, em que pese a ótima definição do dicionário citado, deveria ser resguardado para aqueles que arrastam crianças pela ruas do Rio de Janeiro, para aqueles que desviam dinheiro de obras públicas deixando milhões de pessoas privadas de hospitais, segurança, transporte e demais serviços públicos. Para aqueles que tiram a vida de outros por causa de um escudo de um time de futebol. Um animal que estava preso em um parque que ganha milhões e que em determinado momento libera seus extintos não é um assassino. Vamos guardar esse adjetivo para nossa raça que ainda não se respeita e que portadora de tanta arrogância deve ficar com todos os superlativos, os termos máximos.