Author: KASchramm

  • Ibope: avaliação positiva da Prefeitura de SP cai de 46% para 28%

    Nota média de avaliação da cidade, de zero a 10, foi 4,8; avaliação negativa da Prefeitura mais que dobrou

    SÃO PAULO – A aprovação da gestão de Kassab (DEM) foi fortemente abalada no último ano, segundo dados da pesquisa Ibope, encomendada pelo movimento Nossa São Paulo. A pesquisa foi realizada em dezembro de 2009 e os resultados foram divulgados na manhã desta terça-feira, 19.

    Em relação à pesquisa anterior, de novembro de 2008, passou de 12% para 26% a quantidade de pessoas que avalia a administração municipal como ruim ou péssima. Dentre os que a consideram ótima ou boa, o percentual caiu de 46% para 28%.

    Os números coincidem com a queda nos índices de outros indicadores de bem-estar na cidade. Por exemplo, aumentou de 6% para 28% a quantidade de pessoas que afirma temer alagamentos.

    Também apresentaram altas o receio em relação ao trânsito (16% para 18%), atropelamentos (7% para 13%), assaltos ou roubos (57% para 65%) e torcidas de futebol (6% para 11%).

    A avaliação foi feita com base no IRBEM (Indicadores de Referência de bem-estar no Município), que compreende aspectos como saúde, transporte, habitação, meio ambiente, trabalho, espiritualidade, sexualidade, transparência e participação política, entre outros.

    A nota média de São Paulo foi de 4,8 pontos numa escala de 1 a 10. A nota 1 significa estar totalmente insatisfeito; a nota 10, totalmente satisfeito.

    A pesquisa do Ibope entrevistou 1.512 entrevistados, entre 2 e 16 de dezembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

    Um ano atrás, 53% afirmavam que não sairiam de São Paulo; em dezembro de 2009, houve uma inversão: 57% afirmaram que gostariam de morar em outra cidade, e só 41% preferem ficar. "Há que se levar em conta que a pesquisa anterior foi feita logo após as eleições, então o clima era outro. Agora estamos vivendo as enchentes", diz a diretora executiva do Ibope Marcia Cavallari.

    No topo da avaliação ficou o quesito das relações humanas, com 6,5, seguido de religião e espiritualidade (com 6,3). O item trabalho também obteve nota acima da média, com 6,2, embora o número de entrevistados que consideram algum aspecto do trabalho bom ou ótimo não tenha passado de 25%.

    Saúde e educação ficaram com uma média de 5,1 e 5,0, respectivamente. Mais de 60% acreditam que não há democracia na educação e 71% acham que o serviço para agendar consultas, exames e resultados nos sistemas de saúde é ruim ou péssimo. Os menores índices, por sua vez, ficaram com segurança (4,3), transporte (4,0), desigualdade social (3,9).

    A nota mais baixa ficou com transparência e participação política (nota 3,3), revelando grande aumento no grau de insatisfação e impopularidade da administração municipal atual. A honestidade dos governantes foi avaliada por 92% dos entrevistados como ruim ou péssima, e a punição à corrupção e a transparência dos investimentos púbicos foram mal avaliados por 88%. A nota para honestidade dos políticos foi de apenas 2,3.

    "É interessante comparar esses indicadores com o plano de metas apresentado pela gestão municipal para ver se os interesses da população são atendidos, e as pessoas precisam acompanhar para ver se o plano de metas é cumprido", diz um dos idealizadores do Movimento Nossa São Paulo, Oded Grajew.

    http://www.estadao.com.br/noticias/c…8,498085,0.htm

  • Em 2009, capital registrou recorde de alagamento de ruas

    Volume das chuvas não é a única justificativa para o problema, pois meses mais secos também tiveram casos

    SÃO PAULO – Em ano de muita chuva, a quantidade de ocorrências de alagamento pelas ruas de São Paulo no ano passado foi a maior registrada desde 2004, quando o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) começou a apontar os casos na capital. De acordo com levantamento feito pelo estadao.com.br, foram 1.422 ocorrências de alagamento em todo ano que passou, número 62% acima do registrado em 2008 e 13% maior do que o total de 2005, segundo ano com a maior quantidade de registros de alagamentos.

    Foi a primeira vez nos últimos seis anos que São Paulo sofreu com alagamentos em todos os meses do ano, inclusive nos mais secos, como junho, julho e agosto. Os pontos de alagamentos servem como indicadores de, entre outra coisas, problemas relacionados à drenagem dos rios que cortam a cidade.

    A quantidade de chuva ao longo do ano passado, que teve o 5º maior índice pluviométrico desde 1943, ano em que Instituto de Meteorologia (Inmet) começou a fazer os registros, é um dos fatores que ajudaram a aumentar os transtornos nas ruas. Choveu 2.017,3 mililitros, valor 21% maior do que a chuva do ano anterior.

    Mas essa explicação, a do volume, não pode ser apontada como única justificativa. Em 2006, quando foi registrado o 6º maior índice pluviométrico da série de chuvas em São Paulo, a cidade teve menos ocorrências de alagamentos do que nos dois anos anteriores, menos chuvosos. Foi também em 2006 o primeiro ano em que a obra de aprofundamento da calha do Rio Tietê foi colocada à prova, o que ajudou a diminuir os danos pelas ruas.

    "A cidade cresceu muito nos últimos anos e se impermeabilizou. A estrutura das galerias e canais que formam as diversas bacias da capital precisam ser reformadas e repensadas. É o que estamos fazendo", afirma o secretário adjunto da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), Marcos Rodrigues Penido.

    ESTRUTURA

    O Estado mostrou ao secretário 30 cruzamentos, ruas e avenidas da capital que aparecem com mais frequência nos registros de alagamentos do CGE. É o caso, por exemplo, da Avenida Aricanduva com a Rua Baqueá, zona leste; da região da Praça das Bandeiras, centro; Avenida Pompeia com Rua Turiaçu, zona oeste; Avenida Roque Petroni Jr. com Avenida Santo Amaro, zona sul; Avenida Olavo Fontoura, zona norte; e Avenida Ricardo Jafet com Viaduto Saioá, zona sudoeste.

    Pelo menos em 23 dos 30 pontos onde os registros de alagamentos são mais recorrentes, a causa está relacionada à falta de infraestrutura adequada para conter as águas das diferentes bacias hidrográficas de afluentes do Rio Tietê que agem nessas regiões, segundo análise da Siurb. Somente dois pontos avaliados pela Secretaria enchem em decorrência da falta de manutenção, como limpezas de córregos e de bocas de lobo.

    "A solução é intervir nessas bacias, estudando cada caso separadamente. Podem ser piscinões para armazenar as águas e evitar que cheguem em volumes elevados aos rios mais baixos ou fazer parques lineares para diminuir a impermeabilização do solo", diz Penido. A Prefeitura afirma que já está intervindo em 9 das 26 principais bacias dos Rios Pinheiros e Tietê.

    TERROR

    Além de apontar problemas de drenagem, no dia a dia da capital, os pontos de alagamento aterrorizam motoristas. A cineasta Amanda de Stefani, de 25 anos, que trabalha na Avenida Mofarrej, na Vila Leopoldina, foi uma entre tantas vítimas surpreendida pelas chuvas.

    No dia 8 de setembro, ela saiu de casa às 8 horas e estacionou em frente ao escritório. A chuva caiu forte. Ao meio-dia, quando foi almoçar, soube que a água estava na porta do carro. Tentou tirar o Peugeot da rua, mas o nível da água tornou a missão impossível. "Consegui sair às 23 horas, depois de ser resgatada num bote dos bombeiros. Quando trabalhei na região a primeira vez, o problema já existia. Ainda não foi resolvido", diz.

    http://www.estadao.com.br/noticias/c…s,492248,0.htm

  • Inaugurado novo parque na Vila Leopoldina

    Entrega total do Parque Leopoldina-Villas Boas deve acontecer até outubro.
    Local funcionará diariamente das 9h às 19h.

    O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o governador José Serra inauguraram na tarde desta quinta-feira (7) a primeira parte do Parque Leopoldina-Villas Boas, na Vila Leopoldina. Com dois campos de futebol, uma quadra de futebol society, uma quadra poliesportiva, duas quadras de tênis e uma pista de cooper, o parque é uma opção de lazer para quem vive na Zona Oeste da capital.

    Com área total de 260 mil metros quadrados -no terreno onde antes funcionava a Usina de Compostagem da Vila Leopoldina-, o local deverá ficar totalmente pronto em outubro, segundo estimativa de Kassab. Quando estiver completo, o parque irá oferecer área para esportes radicais com pista de skate, parede de escalada, ciclovia, além de um “jardim sensitivo”, com plantas aromáticas e comestíveis.

    Durante a inauguração estiveram presentes filhos e a viúva do indigenista Orlando Villas Boas –que dá o nome ao parque. Emocionado, Orlando Vilas Boas Filho lembrou da luta do pai pela questão ambiental.

    Localizado na Avenida Embaixador Macedo Soares, no número 8.000, o parque ficará aberto diariamente ao público das 9h às 19h (com o fim do horário de verão, o fechamento ocorrerá às 18h).

    http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaul…NAUGURADO.html

  • Obra para motofaixa na Vergueiro começa na próxima semana em SP

    07/01/2010 – 09h13
    Obra para motofaixa na Vergueiro começa na próxima semana em SP

    As obras para a implantação de uma faixa para motos no corredor Vergueiro, da praça João Mendes (centro) à Vila Mariana (zona sul), em São Paulo, devem começar na semana que vem, dia 15, para que sejam entregues até março, anunciou na quarta-feira (6) a gestão Gilberto Kassab (DEM).

    A motofaixa terá sua rota pelas avenidas Noé de Azevedo, Vergueiro e Liberdade, com uma extensão total de 7 km (3,5 km em cada sentido). Ficará no lado esquerdo da pista, colada ao canteiro central. Além de tirar espaço na largura das faixas dos demais veículos, provocará mudanças para quem faz conversões à esquerda em quatro pontos da Vergueiro –que serão substituídas por retornos.

    "Isso poderia gerar algum perigo ao motociclista", afirmou Alexandre de Moraes, secretário municipal dos Transportes.

    A cidade já tem uma faixa para motos na avenida Sumaré (zona oeste), mas a pista do centro até a região da Vila Mariana é a primeira das oito novas que são previstas por Kassab.

    A justificativa é a organização do fluxo para reduzir acidentes. A proposta, porém, é controversa entre técnicos –que citam a melhoria da segurança viária como ponto positivo, mas criticam a priorização de um transporte individual.

    A prefeitura diz que mantém os estudos de uma motofaixa na marginal Tietê. "Mas essa ainda é análise. A outra é realidade", disse Moraes.

    Os técnicos da CET avaliam que a motofaixa da Vergueiro pode ser uma alternativa à 23 de Maio e, por isso, cogitam proibir a circulação de motos nesse corredor. Ontem, porém, a companhia diz que isso não vai ocorrer "inicialmente".

    Outras iniciativas da gestão Kassab para organizar a circulação de motos fracassaram em anos anteriores. O prefeito implantou uma faixa para motos na 23 de Maio em 2008, mas, diante do impacto negativo no trânsito, desistiu antes mesmo de encerrar a fase de testes.

    Jaime Waisman, professor da USP, diz ser "cético" em relação ao sucesso das motofaixas em São Paulo –embora ache "louvável" a preocupação com a segurança. "A cidade não tem espaço. Ônibus e carros, que devem ser prioritários, vão acabar perdendo", afirma.

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/c…5u675765.shtml

  • Obra de piscinões no Anhangabaú começa em maio, diz Kassab

    Obra de piscinões no Anhangabaú começa em maio, diz Kassab
    Quatro devem ser construídos; nesta semana, região ficou alagada e túnel foi interditado após chuvas

    SÃO PAULO – O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), disse nesta quinta-feira, 7, que as obras para a construção de piscinões na região do Anhangabaú, no centro da capital paulista, devem começar em maio. O projeto prevê a construção de dois piscinões na Praça 14 Bis e dois piscinões na Praça da Bandeira, ao longo da Avenida Nove de Julho. A região ficou alagada e o túnel do Anhangabaú ficou interditado por horas depois de uma forte chuva nesta semana.

    De acordo com Kassab, o processo licitatório deve terminar até o fim de março. Um projeto da gestão Marta Suplicy (PT) já havia sido licitado, mas, segundo o prefeito, irregularidades exigiram que o procedimento fosse refeito. "A licitação tinha problemas. Os envelopes nem chegaram a ser abertos", afirmou o prefeito. "Havia também questionamentos técnicos. Os engenheiros identificaram que o projeto não era adequado."

    Na gestão do atual governador José Serra (PSDB) à frente da Prefeitura, apenas uma obra do projeto teve início, para ampliar o córrego Moringuinho. De acordo com Kassab, outros itens do projeto foram revistos, mas não havia verba suficiente para executá-los na gestão Serra. "A Prefeitura teria de dar uma contrapartida de 80% em uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e, no primeiro ano de governo de Serra, a situação financeira era muito complicada."

    Em defesa da administração municipal de Serra, Kassab voltou a rebater críticas de que seu antecessor teria diminuído o investimento em obras de prevenção a enchentes. "Não houve qualquer decisão de retirar verbas para drenagem."

    PERUS

    Kassab também informou que uma grade de proteção já foi colocada no bueiro em que uma mulher caiu e morreu na terça-feira durante um temporal na região de Perus, na zona norte. O prefeito negou que o bueiro estivesse há um ano sem proteção, como apontaram moradores do bairro. Segundo Kassab, a grade foi colocada pela Prefeitura e furtada diversas vezes.

    Ainda sobre Perus, o prefeito disse que há cinco casas interditadas e que os moradores estão recebendo auxílio da Prefeitura.

    http://www.estadao.com.br/noticias/c…b,492163,0.htm

  • Centro de São Paulo por KASchramm: Parte 1 – Turismo na Luz!

    Feliz 2010 a todos! :cheers:

    Conforme eu havia cogitado, há algum tempo quero fazer um thread o mais completo possível sobre o Centro de São Paulo. Aproveitando as minhas férias, resolvi colocar essa ideia em prática. O thread é sobre algumas opções turísticas na Luz. O que eu queria é mostrar a realidade, não só os prédios bonitos e áreas agradáveis, mas tenho receio de fotografar (a Cracolândia é BEM próxima). Queria mostrar também os prédios da ETESP, Quartel Tobias de Aguiar, Museu de Arte Sacra, mas não consegui achar a pasta aonde deixei as minhas fotos do dia em que fui lá. No primeiro post, coloco fotos garimpadas desses lugares. Espero que curtam o passeio. 🙂

    Matéria bem interessante da revista DiverCIDADE

    E assim fez-se a Luz
    Antigo bairro nobre, Luz luta hoje por sua revitalização
    por Audrey Camargo

    O grandioso conjunto arquitetônico do bairro da Luz revela como o local foi nobre e valorizado. Esse patrimônio, atualmente utilizado para abrigar instituições culturais como o Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), a Sala São Paulo, Pinacoteca do Estado, entre outros, há alguns anos contrasta com a pobreza e a degradação do entorno. A revista diverCIDADE foi resgatar essa história para conhecer como se deu a transformação na região.

    Formação do bairro

    O local que hoje chamamos de bairro da Luz já foi um vasto campo pantanoso. Seu nome era Campo do Guaré ou Caminho do Guarepe – em linguagem indígena “matas em terras molhadas” – porque em épocas de chuva os rios Tamanduateí e Tietê transbordavam e inundavam o local.

    O nome Luz veio de sua posterior ocupação, no período em que eram distribuídas datas e sesmarias pela metrópole aos colonizadores portugueses. Uma dessas datas foi doada em 1583 a Domingos Luiz – mais conhecido como o Carvoeiro. Em sua terra, Domingos Luiz ergueu uma ermida em homenagem à sua santa de devoção Nossa Senhora da Luz, cunhando definitivamente o nome do bairro.


    No local onde foi erguida a ermida de Nossa Senhora da Luz hoje está o Mosteiro da Luz (Museu de Arte Sacra)

    O antigo caminho do Guaré foi ocupado durante muito tempo por fazendas e o gado andava solto pelos pastos. Mas, pouco a pouco, pântanos foram aterrados, pontes construídas e locais como o Jardim da Luz e o Seminário Episcopal erguidos.

    Em 1860 teve início a construção da ferrovia The São Paulo Railway Company, por iniciativa do Barão de Mauá, em associação com o capital inglês, para o escoamento da produção cafeeira do interior para o porto de Santos.

    Dessa forma, o bairro recebeu em 1865 a Estação da Luz e logo depois, nas suas proximidades, a Estação Sorocabana, o que gerou profundas mudanças no bairro. A área se valorizou e a administração pública realizou obras de melhoria integrando o bairro ao centro da cidade. O comércio no entorno da estação diversificou-se para atender os viajantes com hotéis e restaurantes.


    Segundo prédio da Estação Sorocabana. O terceiro prédio (contíguo), inaugurado em 1938, hoje abriga a Sala São Paulo, sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP).

    A Luz tornou-se um local aprazível. A atual Avenida Tiradentes era um arborizado boulevard e os paulistanos freqüentavam o Jardim da Luz nos finais de semana. Nos Campos Elíseos, bairro vizinho, a elite do café construiu seus palacetes. E bairros populares surgiram nas proximidades para abrigar os trabalhadores das ferrovias e do comércio local.

    Algumas das maiores construções do arquiteto Ramos de Azevedo, principal idealizador dos edifícios públicos no período, também surgiram no final do século XIX: a Escola Politécnica, o Liceu de Artes e Ofícios e o Quartel da Força Pública.

    Decadência e Revitalização

    Entretanto, o desenvolvimento do bairro e de toda a cidade trouxe no bojo os fatores de sua degradação. Por não haver mais para onde expandir, e devido ao antigo problema de transbordamento dos rios Tamanduateí e Tietê, o bairro foi perdendo importância e a população começou a se dirigir para as zonas sul e oeste.

    Gradualmente, no século XX, a utilização da ferrovia declinou e ela perdeu sua antiga função. Além de ter de competir com os bondes, carros e, posteriormente, ônibus e caminhões a estação passou a integrar o sistema metropolitano de transporte de passageiros das regiões mais periféricas, o que popularizou a região.

    A presença de cortiços, prostituição e comércio de drogas desvalorizaram ainda mais o bairro, juntamente com a implantação do metrô e transformação da Avenida Tiradentes em via expressa. Todos esses fatores aliados ao caos trazido pelo eixo rodoviário das marginais terminaram por degradar ainda mais o bairro.

    Recentemente, foi fechada uma parceria dos governos federal, estadual e municipal, para revitalização da área central da cidade, e a Luz foi contemplada com obras de benfeitoria e policiamento. Novos empreendimentos imobiliários e restauros no espaço público estão previstos, o que pode melhorar problemas urbanísticos como o aspecto visual do local.

    A prefeitura passou a realizar vistorias em bares, hotéis e ruas para combater a criminalidade, prostituição e venda e consumo de drogas, principalmente na região que ficou conhecida como Cracolândia, localizada próximo ao bairro.

    Mas para resgatar a vitalidade de outrora ainda há muito que recuperar, principalmente no que se refere a segurança e ao atendimento das necessidades da população que mora nas ruas do bairro. Para que todos possam, dessa forma, desfrutar desse antigo e belo espaço da cidade.

    FOTOS

    1 Estação Júlio Prestes. Fonte

    Localizada na divisa dos bairros de Campos Elíseos e Bom Retiro, a estação Júlio Prestes foi inaugurada em 1938, com 25 mil metros quadrados, depois de 12 anos de construção, para sediar a Estrada de Ferro Sorocabana

    2 Localizada na divisa dos bairros de Campos Elíseos e Bom Retiro, a estação Júlio Prestes foi inaugurada em 1938, com 25 mil metros quadrados, depois de 12 anos de construção, para sediar a Estrada de Ferro Sorocabana. E a plataforma foi construída com estrutura metálica do hangar do Graf Zeppelim,18 um gigantesco dirigível alemão que sobrevoou São Paulo em 1936, transportando dezenas de passageiros.

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    4 Estação Júlio Prestes testemunhou a degradação da região central da cidade. Porém, em 1999, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo transformou o “grande hall” do edifício – uma área de 984 metros quadrados e pé-direito de 20 metros – na Sala São Paulo, um auditório com excelente acústica, capacidade para 1.500 lugares, voltada aos concertos de música erudita. De grande inovação tecnológica, a sala comporta um teto ajustável por meio de painéis que garante a qualidade de som, criando ambientes acústicos para cada repertório executado.19
    O prédio tornou-se a sede da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a Osesp, regida pelo maestro John Neschling desde 1997. O público passou de 200 para 1.300 pessoas por apresentação.

    5 Informação acrescentada por mim: A Sala São Paulo tem uma das cinco melhores acústicas do mundo em salas de concertos.

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    8 [b] [img]http://i359.photobucket.com/albums/oo32/kaschramm/Luz/100_2487.jpg[/img]

    9 [b]Estação Pinacoteca[/b]. O prédio onde funcionou, por mais de meio século, o Dops (Delegacia de Ordem e Política Social), no centro de São Paulo, recebeu o nome de Estação Pinacoteca e abriga parte do programa de exposições temporárias e as mostras infantis realizadas pela Pinacoteca durante o ano. Inaugurado em 1914, e projetado por Ramos de Azevedo para servir de armazém da Cia. Sorocabana, o prédio foi totalmente restaurado de acordo com projeto do arquiteto Haron Cohen. Hoje, o espaço de 8000m2 apresenta condições técnicas ideais para as atividades museológicas que comporta.
    [img]http://i359.photobucket.com/albums/oo32/kaschramm/Luz/100_2509.jpg[/img]

    10 O local onde ficavam confinados os presos no antigo prédio do DOPS deu lugar ao Memorial da Liberdade, que conta com quatro celas e um totem multimídia, onde o público tem acesso ao acervo de fichas e prontuários de pessoas que passaram por lá, como Monteiro Lobato e Mário Covas, ou tiveram seu nome registrado na época da ditadura, como o presidente Fernando Henrique Cardoso e o ator Paulo Autran. Esse espaço está hoje sob responsabilidade do Arquivo do Estado de São Paulo. Consolidando também o papel educativo desempenhado pelo Museu, são desenvolvidas na Estação Pinacoteca atividades de capacitação de professores.
    [img]http://i359.photobucket.com/albums/oo32/kaschramm/Luz/100_2514.jpg[/img]

    9 [url="http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC/menuitem.6eb44e481fba6c0ff828f049c19714a0/?vgnextoid=e475b2205add8010VgnVCM1000001c01a8c0RCRD” target=”_blank”>Fonte

    10 Para quem tiver maior interesse no Memorial, há um vídeo no final do thread. Não quero deixar o tópico muito carregado.

    11 Parque da Luz.

    12 Também conhecido como Jardim da Luz, possui cerca de 113 metros quadrados e é o mais antigo jardim botânico da capital paulista. Ele foi criado ainda no período colonial, quando a Coroa Portuguesa obrigou a criação de hortos pela cidade.

    13 No início do século 20, o local passou pela sua maior reforma, com novo paisagismo, bosques, iluminação e obras de arte. Em 1981, o parque foi tombado como patrimônio histórico, abrigando hoje, importante acervo da Pinacoteca do Estado, com cerca de 50 esculturas de artistas como Lasar Segall, Leon Ferrari, entre outros.

    14 Fonte

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    18 Gruta artificial

    19 [b]Pinacoteca do Estado de São Paulo[/url].

    20 Inaugurada em 1905, a Pinacoteca do Estado foi o primeiro museu de arte do Estado de São Paulo.

    21 Seu acervo conta com aproximadamente 4 mil obras de artistas nacionais, como Anita Malfati, por exemplo, e internacionais como Bourdelle e Rodin. Este último levou 200 mil pessoas à Pinacoteca, em 1995, na exposição de maior público que este museu já comportou.

    22 Fonte

    23 O projeto original de Ramos de Azevedo nunca foi concluído, na minha opinião, felizmente.

    24 Nessa foto, o brilho passa a impressão do ambiente ser aberto ao ar livre, mas na verdade há uma clarabóia semelhante a da foto anterior.

    25 Nos anos 90 a Pinacoteca passou por uma reforma, assinada pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

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    29 Estação da Luz (foto tirada na Virada Cultural). Aberta ao público em 1º de março de 1901, a Estação da Luz ocupa 7,5 mil m² do Jardim da Luz, onde se encontram as estruturas trazidas da Inglaterra que copiam o Big Ben e a abadia de Westminter. Não houve inauguração, já que o tráfego foi sendo deslocado aos poucos, mas não demorou muito para que o novo marco da cidade fosse considerado uma sala de visitas de São Paulo. Todas as personalidades ilustres que tinham a capital como destino eram obrigadas a desembarcar no local. Empresários, intelectuais, políticos, diplomatas e reis foram recepcionados em seu saguão e por lá passavam ao se despedirem.

    30 A estação tornou-se porta de entrada também para imigrantes, promovendo a pequena vila de tropeiros a uma importante metrópole. Esta importância, concedida à São Paulo Railway Station, como era oficialmente conhecida, durou até o fim da Segunda Guerra Mundial. Após este período, o transporte ferroviário foi sendo substituído por aviões, ônibus e carros, muito mais rápidos que os trens.

    31 Em 1946, o prédio da Luz foi parcialmente destruído por um incêndio. A reconstrução da estação foi bancada pelo governo e se estendeu até 1951, quando foi reinaugurada. Ela ainda passou por outras reformas e restaurações. Já em 1982 o complexo arquitetônico da Estação da Luz foi tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Condephaat).

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    37 Museu da Língua Portuguesa. Recursos de interatividade e tecnologia para apresentar os conteúdos são os diferenciais de um dos museus mais frequentados do Brasil. O acervo é exposto de forma inovadora e inusitada. A visitação é feita de cima para baixo. No auditório do terceiro andar pode ser assistido um vídeo de dez minutos sobre o surgimento da língua portuguesa. Depois a pessoa passa para a Praça da Língua, onde um audiovisual, com textos projetados por toda a sala, ilustra a riqueza do idioma falado no Brasil.

    38 No segundo andar uma galeria exibe uma tela de 106 metros com projeções simultâneas de filmes sobre o uso cotidiano do português. Totens – esta seção leva o nome de “Palavras Cruzadas” – explicam as várias influências de outros povos e línguas na formação do idioma. Uma linha do tempo que mostra a história do idioma e uma sala (Beco das Palavras) com jogo eletrônico didático sobre a origem e o significado das palavras encantam pelos recursos interativos. Completa este andar uma exposição de painéis que mostram a história do prédio que abriga o museu e a Estação da Luz.

    Por fim, o primeiro andar possui um espaço para mostras temporárias. A inauguração homenageou "Grande Sertão: Veredas", de Guimarães Rosa. Já houve também exposições sobre Clarice Lispector e Gilberto Freyre.
    Fonte

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    40 Centro de estudos musicais Tom Jobim

    41. Igreja São Cristóvão

    Espero que gostem, e aguardem os próximos threads: região da Sé e Parque Dom Pedro (Centro Novo), Republica e região do Teatro Municipal (Centro Velho), e Liberdade. Espero poder publicar todos ainda nessas férias 😀

  • O progresso vem sob os nossos pés

    Obras na futura Estação de Metrô Pinheiros, Novembro de 2009. Feliz 2010 a todos!