Author: renehass

  • RS – Vila Progresso (um belo lugar onde o tempo parou) e Vera Cruz (bonus pix), ambas no Vale do Rio Pardo

    I – VILA PROGRESSO

    É preciso dizer primeiro que Vila Progresso não é uma cidade, e sim um distrito do município de Vera Cruz no Vale do Rio Pardo. Vila Progresso sequer aparece nos mapas oficiais do Rio Grande do Sul. Portanto, não esperem ver fotos de grandes movimentos de pessoas e carros nas ruas, até porque Vila Progresso fica no ponto onde duas estradas se encontram e essas duas estradas são umas das únicas “ruas” de Vila Progresso.

    Apenas 9,5 km separam Vera Cruz de Vila Progresso, distância marcada no Google Earth entre a Igreja Católica de Vera Cruz (foto 52) e a praça de Vila Progresso (fotos 17 e 18), mas que parecem intermináveis em função de a estrada estar em péssimas condições.

    Quando criança, eu tive a oportunidade de passar uma semana das minhas férias de verão em Vila Progresso, visitando parentes que lá estavam morando temporariamente. Na época, final dos anos 70, Vila Progresso era uma comunidade bilíngüe. Não sei se continua. Uma de minhas lembranças mais marcantes foi quando eu ia fazer compras num armazém de secos e molhados e via crianças brincando e interagindo em alemão, inclusive as crianças negras.

    Os anos passaram e eu sempre guardei boas lembranças de minha breve passagem por Vila Progresso. O meu retorno, três décadas depois, teve um sabor especial e este thread tem um grande valor sentimental para mim.

    Entre as coisas que eu lembrava de Vila Progresso estavam as construções antigas, as crianças brincando em alemão na única praça do local, os armazéns de seco e molhados onde todos falavam alemão, a estrada com muitas subidas e descidas, as plantações de fumo e soja, um riachinho onde íamos nos refrescar do calor intenso, o sorvete caseiro de abacate vendido em um dos armazéns, as duas igrejas do local, as pessoas sentadas na frente dos armazéns como se estivessem esperando a vida passar.

    O acesso a Vila Progresso é difícil. Isso porque, apesar de ela não ficar muito longe de Vera Cruz, as estradas de acesso são muito precárias, tornando o acesso complicado e demorado. Acho que para evitar que as estradas de chão batido virem num lamaçal em dias de chuva, as pessoas do local colocaram pedras ao longo de toda a estrada. E são essas pedras que tornam o acesso num pesadelo para quem tem carro pequeno.

    Mas minha motivação em retornar à Vila Progresso e ver como o local estaria depois de três décadas era maior do que qualquer dificuldade de acesso.

    Enfim, na tarde do domingo, dia 17/01/2010, eu finalmente coloquei os pés em Vila Progresso novamente, depois de três décadas da única vez em que eu havia estado lá. Pouco mudou ao longo dos anos.

    Todas as fotos aqui foram tiradas por mim. Algumas fotos estão comentadas.

    Foto 00: Imagem aérea de Vila Progresso gerada pelo Google Earth.

    Foto 01: Pequena propriedade rural na estrada de acesso à Vila Progresso. Acho que o verde é uma plantação recente de milho.

    Foto 02:

    Foto 03: Um galpão em uma das propriedades. Tudo ainda muito rústico.

    Foto 04: Igreja que marca o começo do pequeno perímetro urbano de Vila Progresso. Não sei se é evangélica ou católica.

    Foto 05:

    Foto 06:

    Foto 07:

    Foto 08: Uma das únicas vias (ruas) de Vila Progresso.

    Foto 09:

    Foto 10: Adoro esse bucolismo.

    Foto 11:

    Foto 12:

    Foto 13:

    Foto 14:

    Foto 15: Aos colegas fumantes do SSC, eis, in natura, o que vocês fumam. Plantação de fumo em uma pequena propriedade de Vila Progresso.

    Foto 16: A outra igreja de Vila Progresso.

    Foto 17: A pracinha onde as crianças brincavam em alemão. O prédio branco ao fundo era um armazém de secos e molhados.

    Foto 18: A pracinha, novamente.

    Foto 19: Uma casa moderna na Vila Progresso.

    Foto 20:

    Foto 21:

    Foto 22:

    Foto 23:

    Foto 24:

    Foto 25:

    Foto 26: Uma coisa que chama a atenção nesses cemitérios é que todas as lápides estão costas para a rua.

    Foto 27:

    Foto 28:

    Foto 29:

    Foto 30: Lápide com epitáfio escrito em alemão. É comum nesses cemitérios do interior.

    Foto 31:

    Foto 32:

    Foto 33:
    IMG]http://i804.photobucket.com/albums/yy323/renevale/RS-Vila%20Progresso/Foto50S.jpg[/IMG]

    Foto 34:

    Foto 35:

    Foto 36:

    Foto 37:

    Foto 38:

    Foto 39:

    Foto 40: É comum ver casas em meio a plantação de milho, daquelas que dá a impressão que se entrarmos, vamos encontrar um espantalho assassino.

    BONUS PICTURES

    II – VERA CRUZ

    Vera Cruz é a cidade da qual Vila Progresso é um distrito. Fica localizada a cerca de 168 km de Porto Alegre. A população, de acordo com o site oficial da prefeitura, em http://www.veracruz-rs.gov.br, é de 22.702 habitantes (2007), sendo que 12.167 moram na zona urbana e 10.535, na zona rural. Portanto, é uma cidade pequena. A maior cidade mais próxima de Vera Cruz é Santa Cruz do Sul, há apenas 5 km de distância.

    Resolvi tirar algumas poucas fotos da zona urbana de Vera Cruz a caminho de Vila Progresso. Meu interesse está na arquitetura colonial alemã, e não na arquitetura mais moderna.

    Espero que vocês gostem das fotos.

    Foto 41: Imagem aérea de Vera Cruz gerada pelo Google Earth.

    Foto 42: RS-409, estrada que liga Santa Cruz do Sul a Vera Cruz. Indo de Porto Alegre, somos obrigados a passar por Santa Cruz do Sul antes de chegar a Vera Cruz.

    Foto 43: Uma construção típica colonial alemã no fim a estrada asfaltada e começo da estrada de chão batido.

    Foto 44:

    Foto 45:

    Foto 46:

    Foto 47:

    Foto 48:

    Foto 49:

    Foto 50:

    Foto 51: Embora o meu interesse não estivesse em fotografar construções modernas, eu não resisti quando eu vi essa casa. Acheia-a linda.

    Foto 52: Igreja Católica de Vera Cruz

    Foto 53:

    Foto 54:

    Foto 55:

    Espero que tenham gostado das fotos!:)

  • RS – Rio Pardo (Vale do Rio Pardo) – cidade histórica gaúcha (4ª mais antiga do estado)


    Fonte: Wikipedia.

    Dando continuidade aos threads das cidades que eu visitei no último fim de semana, chegou a vez de mostrar Rio Pardo, visitada no dia 17/11/2010 (domingo).

    Rio Pardo fica cerca de 140 km de Porto Alegre. O melhor caminho para chegar lá e via BR-290 até Pantano Grande e depois a BR-471 em direção norte.

    Havia muito tempo que eu queria retornar a Rio Pardo, cidade que eu visitava com freqüência na minha infância, a caminho de Santa Cruz do Sul. A cidade sempre me chamou a atenção por sua arquitetura antiga, predominando o colonial português, destoando das cidades logo ao norte onde predomina o estilo colonial dos imigrantes alemães.

    A primeira povoação do território onde hoje é Rio Pardo data de 1750. A cidade, porém, foi fundada em 1769 com a criação da Freguesia de Nossa Senhora do Rosário de Rio Pardo.

    Curiosidades sobre Rio Pardo:

    1) A cidade é a quarta mais antiga do Rio Grande do Sul.

    2) Foi em Rio Pardo, durante a Guerra dos Farrapos em 1835, que a música do Hino Rio-Grandense foi composta pelo maestro mineiro Joaquim José de Mendanha, mantido em cativeiro pelos soldados farrapos. Ele compôs a música do hino, e não a letra.

    3) Em 1813, a rua da Ladeira, hoje rua Júlio de Castilhos, foi a primeira rua pavimentada no Rio Grande do Sul.

    Todas as fotos abaixo foram tiradas por mim em 17/01/2010.

    Espero que vocês gostem do que irão ver.

    Foto 00: Tirada do Google Earth, mostra o perímetro urbano de Rio Pardo. Em destaque, os dois rios que banham a cidade. O mais estreito é o rio Pardo, que dá nome à cidade. O mais largo é o rio Jacuí, cuja foz é no Guaíba em Porto Alegre.

    Foto 01: Rio Jacuí, o principal rio do Rio Grande do Sul. Este é o rio sobre o qual uma ponte ruiu no começo de janeiro, matando 5 pessoas.

    Foto 02: Área alagada pela cheia do rio Jacuí em Rio Pardo.

    Foto 03:

    Foto 04:

    Foto 05:

    Foto 06:

    Foto 07:

    Foto 08: Solar Panatieri, casarão onde em 1865 o Imperador Dom Pedro II e o Conde D’Eu ficaram hospedados.

    Foto 09:

    Foto 10: Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário (1779)

    Foto 11:

    Foto 12:

    Foto 13:

    Foto 14:

    Foto 15:

    Foto 16: Rua da Ladeira (rua Júlio de Castilhos), a primeira rua pavimentada no Rio Grande do Sul

    Foto 17:

    Foto 18:

    Foto 19:

    Foto 20: Rua da Ladeira

    Foto 21:

    Foto 22:

    Foto 23:

    Foto 24:

    Foto 25: Fachada da Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário (1779)

    Foto 26: Detalhe da Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário (1779)

    Foto 27:

    Foto 28:

    Foto 29:

    Foto 30:

    Foto 31:

    Foto 32:

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    Foto 38:

    Foto 39:

    Foto 40: Igreja São Franciso (1775-1812)

    Foto 41:

    Foto 42:

    Foto 43:

    Foto 44: Igreja Metodista. Achei essa igreja bastante simpática.

    Foto 45:

    Foto 46:

    Foto 47: Museu Histórico Barão de Santo Ângelo

    Foto 48:

    Foto 49: Museu Histórico Barão de Santo Ângelo

    Foto 50: Apesar do ecletismo arquitetônico, achei esse prédio interessante.

    Foto 51:

    Foto 52:

    Foto 53:

    Foto 54:

    Foto 55: Descobri onde fica a Casa da Mãe Joana: em Rio Pardo.

    Foto 56: Centro da cidade.

    Foto 57: Bonito o prédio, mas precisa de um restauro urgente.

    Foto 58:

    Foto 59: Outro prédio bonito que carece de restauro pra ontem.

    Foto 60:

    Foto 61:

    Foto 62: Eu gostei muito desse prédio, de seus cantos superiores arredondados. Vi outros assim em Santa Cruz do Sul. Hebe Camargo tinha 3 anos de idade quando essa prédio foi construído.

    Foto 63: Igreja Sr.Bom Jesus dos Passos (1815)

    Foto 64: Casa de Cultura de Rio Pardo

    Foto 65:

    Foto 66:

    Foto 67:

    Foto 68: Achei esse sobrado um charme.

    Foto 69:

    Foto 70:

    Foto 71:

    Espero que tenham gostado do que viram.

  • RS – Colinas (Vale do Taquari) – pequena e encantadora, um colírio para os olhos

    Localizada no Vale do Taquari, a cerca de 125 km de Porto Alegre, Colinas é uma pequena cidade de apenas 2.404 habitantes (conforme o censo de 2007, divulgado no site da prefeitura).

    Antes da sua emancipação, ocorrida em março de 1992, a cidade se chamava Corvo e era um distrito de Estrela.

    A cidade se situa em uma pequena elevação à margem esquerda do rio Taquari, cercada de morros que deram origem ao seu nome.

    Conforme informações que eu colhi no site da prefeitura em http://www.colinasrs.com.br, os portugueses foram os primeiros habitantes do lugar, mas foram os colonos alemães que se estabeleceram em maior número.

    Como é típico de pequenas cidades gaúchas nos vales colonizados por alemães, Colinas é uma cidade impecavelmente organizada, limpa e florida. Um verdadeiro colírio para os olhos.

    Para chegar em Colinas a partir de Porto Alegre, deve-se pegar a BR-116 em direção norte. Em Canoas, toma-se a BR-386 até Estrela. Em Estrela, antes de cruzar a ponte sobre o rio Taquari, pega-se a RS-129 (ao lado direito da BR-386) cuja saída fica bem junto à ponte. Cerca de 10 minutos depois, chega-se a Colinas.

    A estrada RS-129 está impecável. O asfalto parece recente, porém a estrada é bastante estreita e sem acostamento. Há muitas construções típicas dos colonos alemães ao longo da estrada. E muitas plantações, também, com destaque para milho e soja. Apesar de a estrada acompanhar o rio Taquari, não é possível ver o rio a partir dela, pois o terreno por onde ela se estende é mais alto que o rio e há muitas plantações e capões entre a estrada e o rio. Só é possível ver um pouco do rio e suas curvas a partir da parte mais alta de Colinas.

    Todas as fotos foram tiradas por mim na tarde do dia 18/01/2010. Elas mostram a estrada de acesso e o pequeno núcleo urbano da cidade. A estrada, quando chega na cidade, se transforma em sua avenida principal.

    Espero que vocês gostem do que vão ver.

    Foto 01: Foto do Google Earth mostrando a pequena Colinas na margem esquerda do rio Taquari.

    Foto 02: Não é Colinas, ainda. Esse lugar se chama São José e deve ser um bairro de Estrela. Assim que saímos da BR-386, em Estrela, antes de cruzar a ponte sobre o rio Taquari, esse é o primeiro lugar pelo qual passamos. Essa avenida é ao mesmo tempo o início da RS-129 que nos leva até Colinas.

    Foto 03: Ainda em São José, uma casa de arquitetura típica dos colonos alemães. Essas casas são mais freqüentes que as casas em estilo enxaimel. A foto foi tirada de dentro do carro.

    Foto 04: Após São José, área rural a caminho de Colinas. Apesar de estreita e sem acostamento durante todo o percurso, essa estrada (RS-126) é bem asfaltada, com pouco movimento e sem nenhum buraco. Predominam pequenas propriedades rurais ao longo de toda a estrada. Soja e milho são as culturas mais presentes. Vi uma propriedade com parreirais que vão até a beira da estrada, mas infelizmente não fotografei. Todas as fotos mostrando a estrada e as propriedades ao longo dela foram tiradas de dentro do carro. Ora eu parava o carro no meio da via, pois não há acostamento, ora eu apenas diminuía um pouco a velocidade.

    Foto 05:

    Foto 06:

    Foto 07: Isso parece ser soja.

    Foto 08: Já estamos chegando no perímetro urbano de Colinas. Adoro casas com este estilo, ainda mais bem cuidadas assim.

    Foto 09:

    Foto 10: Essa casa não é de arquitetura típica colonial. É um momento “Gramado e Canela” de Colinas. Achei-a bonita.

    Foto 11: Observe o capricho das ruas.

    Foto 12: Chama a atenção os arbustos bem podados e algumas propriedades sem cercas. E os carros velhos bem conservados. Aquele fusquinha azul não foi o único carro antigo que eu vi em perfeitas condições. Parece que as pessoas cuidam dos carros antigos como se fossem membros da família. Aqui em Porto Alegre, os fusquinhas estão cada vez mais raros, e quando encontramos um, normalmente está caindo aos pedaços.

    Foto 13: Outra casa cuja estilo arquitetônico eu adoro.

    Foto 14: Uma das duas igrejas de Colinas. Eu não sei se ela é católica ou evangélica. Normalmente nessas comunidades há sempre uma igreja católica e outra evangélica.

    Foto 15: Um charme as placas indicativas dos lugares.

    Foto 16: O único exemplar de construção em estilo enxaimel genuína que eu vi em Colinas, semelhante àquelas mostradas no meu thread do Parque Histórico de Lajeado.

    Foto 17: A mesma casa mostrada na foto anterior.

    Foto 18: A outra igreja de Colinas. Pelo estilo arquitetônico, eu diria que essa é a católica e a da foto 14 é a evangélica.

    Foto 19: Mais uma amostra de capricho.

    Foto 20:

    Foto 21: A mesma igreja da foto 14, agora vista de longe. Adoro essas igrejas com torres pontudas.

    Foto 22:

    Foto 23: Pracinha estreita na parte mais elevada da cidade.

    Foto 24:

    Foto 25: A linha do trem passa pela cidade. A construção enxaimel fake em cima do túnel é uma capela mortuária.

    Foto 26: Viaduto sobre a linha do trem.

    Foto 27: A mesma pracinha mostrada na foto 23.

    Foto 28:

    Foto 29: O rio Taquari visto de cima do túnel ferroviário mostrado na foto 25. Como este verão está muito chuvoso no Rio Grande do Sul, as águas do rio Taquari estão mais elevadas e de coloração marrom.

    Foto 30: Vale fértil ao redor de Colinas. Foto tirada com zoom de cima do túnel ferroviário mostrado na foto 25.

    Foto 31:

    Foto 32:

    Foto 33:

    Foto 34: Uma casa interessante, toda construída em pedras. Pena que as árvores na frente atrapalham um pouco.

    Foto 35: Outra casa interessante, apesar do descuido, o que é uma exceção no lugar.

    Foto 36:

    Foto 37:

    Foto 38: Lápide com epitáfio escrito em alemão. Os cemitérios nessas regiões merecem visitas a parte. Nesse eu não cheguei a entrar. Tirei essa foto da rua mesmo. Essa lápide fica bem no começo do cemitério, junto à cerca. Por isso a visualização possível a partir da rua. Pena que eu não sei ler em alemão para traduzir o que ali diz.

    Foto 39:

    Foto 40:

    Foto 41: Indo embora para Lajeado. Para quem sai de Colinas em direção a Estrela/Lajeado, esse é o ponto onde termina o perímetro urbano da cidade.

    Foto 42: Ao longo da RS-129, há muitas casas antigas assim, em meio às plantações de soja ou milho e precisando de pintura ou algum tipo de restauro.

    Foto 43:

    Foto 44:

    Foto 45:

    Foto 46:

    Foto 47: Gostei dessas flores à beira da estrada.

    Foto 48: Linda a casinha escondida em meio a tanto verde.

    Foto 49: Mais flores à beira da estrada.

    Foto 50: Um charme de casa. Deve ter a idade da Hebe Camargo.

    Foto 51: Aqui termina esse thread.

    Espero que tenham gostado de todas as fotos.

    Abraço a todos!

    Rene

  • RS – Lajeado – Reconstrução de uma colônia do Vale do Taquari em tributo aos imigrantes alemães no Parque Histórico Municipal

    Localizada no Vale do Taquari, na margem direita do rio Taquari, e junto à BR-386, Lajeado é uma importante cidade gaúcha, sede de muitas indústrias alimentícias. Fica a cerca de 120 km de Porto Alegre.

    Os primeiros colonos alemães chegaram à região em 1854 e Lajeado foi fundada em 1855.

    Em 2002, foi inaugurado na cidade o Parque Histórico Municipal de Lajeado, com o objetivo de prestar um tributo à memória dos imigrantes alemães que se estabeleceram no Vale do Taquari. As casas em estilo enxaimel têm o intuito de reproduzir uma comunidade típica de colonos alemães nos primórdios da colonização no interior do Rio Grande do Sul. Assim, há uma ferraria, um moinho, um restaurante, etc.

    Um curiosidade: o Parque Histórico serviu de cenário para o filme “A Paixão de Jacobina” (2002) do diretor Fábio Barreto. Há uma placa informando qual a casa usada no filme como a residência de Jacobina.

    Eis o trecho sobre o Parque Histórico tirado do site oficial da prefeitura de Lajeado:

    Parque Histórico de Lajeado

    Local onde foram instalados, em dimensões originais, vários prédios antigos do tipo “enxaimel”, uma característica das habitações dos primeiros colonizadores alemães do município. O conjunto arquitetônico do Parque Histórico forma uma autêntica “aldeia-museu”, com escola, salão de baile, ferraria, moinho e todos os demais prédios que formavam uma “colônia” dos tempos dos pioneiros. No prédio destinado ao Museu do Livro Antigo será oferecido acesso a um verdadeiro acervo histórico (documentos, livros, retratos), que servirá de fonte de pesquisa regional, nacional e internacional. Além de seu valor histórico-cultural, este é um local destinado à realização de eventos de lazer e gastronomia. O Parque está localizado ao lado do Parque do Imigrante e foi inaugurado no dia 08/11/2002.
    Fone: (51) 3982 1252

    Fonte: http://www.lajeado-rs.com.br/interna…do=turismo.php

    Essas fotos foram tiradas na segunda-feira, dia 18/01/2010, por volta do meio-dia e sob um calor infernal. Além de mim, as únicas pessoas que estavam lá eram os funcionários que estavam limpando o local. Conversando com um deles, descobri que as casas que compõem o parque foram doadas por seus proprietários. São casas genuínas que estavam espalhadas por diversas localidades ao longo do Vale do Taquari. Fiquei curioso em saber como elas foram colocadas ali. Isso eu não descobri. Mas imagino que, como são casas em estilo enxaimel, a estrutura foi desmontada e remontada no parque. Não sei se os tijolos que preenchem as paredes são originais.

    As casas estavam quase todas fechadas. Consegui entrar em apenas uma delas que serve de salão de festas. Fui informado que é possível alugar a casa para festas particulares. O homem que conversou comigo disse que uma semana antes houve a celebração de um casamento ali.

    Em uma das casas, há um Museu do Livro. Ela estava fechada.

    O homem também me informou que em uma das casas será inaugurado em breve um café colonial.

    Ou seja, tudo é muito insipiente ainda no Parque Histórico. Ele acabou de completar 7 anos de existência e ainda precisa ser aprimorado e mais divulgado.

    A entrada é franca, por enquanto.

    Para chegar ao Parque Histórico Municipal de Lajeado a partir de Porto Alegre, deve-se pegar a BR-116 em direção norte. Em Canoas, toma-se a BR-286 até Lajeado. Assim que cruzar a ponte sobre o rio Taquari, deve-se diminuir a velocidade e prestar atenção nas placas informativas. A primeira saída à direita é a saída que vai dar acesso ao parque, que fica atrás (nos fundos) do Parque do Imigrante. Não é possível visualizar o parque da estrada.

    Todas as fotos abaixo foram tiradas por mim no dia 18/01/2010. Algumas estão comentadas.

    Espero que gostem do que irão ver.

    Abraços a todos!

    Foto 01: Foto tirada do Google Earth, mostrando Lajeado (acima do rio Taquari) e Estrela (abaixo do rio Taquari). O quadrado em amarelo mostra a área onde fica o Parque Histórico Municipal.

    Foto 02: Também tirada do Google Earth, mostra um zoom da área onde fica o Parque Histórico Municipal de Lajeado dentro do quadrado amarelo. Essa foto foi colhida hoje, dia 21/01/2010, e, ao que parece, está desatualizada. O parque conta com um número bem maior de casas do que ali aparece.

    Foto 03: Pórtico de entrada do Parque

    Foto 04: Placa que marca a inauguração do Parque

    Foto 05: Foto na entrada do Parque mostrando uma composição de fotos tiradas por ocasião da filmagem de “A Paixão de Jacobina” no local em 2002.

    Foto 06:

    Foto 07:

    Foto 08: Kaffeehaus – Aqui vai funcionar em breve um café colonial.

    Foto 09:

    Foto 10: Bauernverein

    Foto 11:

    Foto 12:

    Foto 13: Jacobines Haus

    Foto 14:

    Foto 15:

    Foto 16:

    Foto 17:

    Foto 18:

    Foto 19:

    Foto 20:

    Foto 21:

    Foto 22:

    Foto 23: Bauernsparkasse – Banco Popular de Lajeado

    Foto 24:

    Foto 25:

    Foto 26:

    Foto 27:

    Foto 28:

    Foto 29:

    Foto 30:

    Foto 31:

    Foto 32: Schneiderei – Casa da Costureira e Alfaiate

    Foto 33:

    Foto 34:

    Foto 35:

    Foto 36:

    Foto 37:

    Foto 38:

    Foto 39: Sprudelfabrik. Esta casa, conforme fui informado, foi onde iniciou a Fruki, uma companhia gaúcha de refrigerantes sediada em Lajeado. Os empresários donos da Fruki fizeram a doação da casa para o parque.

    Foto 40:

    Foto 41:

    Foto 42: Sprudelfabrik novamente. A mesma casa mostrada na foto 39.

    Foto 43:

    Foto 44:

    Foto 45:

    Foto 46:

    Foto 47:

    Foto 48:

    Foto 49:

    Foto 50:

    Foto 51:

    Foto 52:

    Foto 53:

    Foto 54:

    Foto 55: A casa de dois pisos à esquerda, cuja porta está aberta, é, conforme fui informado, a casa que eles alugam para festas particulares, como casamentos, por exemplo. Foi a única das casas onde eu entrei.

    Foto 56:

    Foto 57: Museu Friedrich. Estava fechado. Não sei se é nessa casa onde vai funcionar o Museu do Livro.

    Foto 58:

    Foto 59: Alguns dos funcionários trabalhado na limpeza e conservação do parque. O da direita foi que me passou algumas das informações que eu coloquei no texto de abertura deste thread.

    Foto 60:

    Foto 61:

    Foto 62:

    Foto 63:

    Foto 64:

    Foto 65:

    Foto 66: Foto tirada de dentro da casa mostrada na foto 55 à direita.

    Foto 67: