Volpi decreta estado de calamidade pública em Ribeirão
André Vieira
Do Diário do Grande ABC
O prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), decretou, no fim da tarde de ontem, estado de calamidade pública no município em virtude dos estragos causados pelos temporais que vêm ocorrendo desde o fim do ano passado.
Pelos critérios da Secretaria Nacional de Defesa Civil, para que uma localidade decrete estado de calamidade – e possa receber o auxílio equivalente – é preciso reunir danos humanos, materiais e ambientais intensos, somados com prejuízos sociais e econômicos.
Entre os fatores críticos preponderantes analisados para que seja decretado o estado de calamidade pública estão o registro de óbitos, a destruição de unidades públicas de ensino e de Saúde, a contaminação de fontes de água e a degradação do solo.
Segundo o governo federal, a maioria dos desastres de grande porte caracteriza-se como situação de emergência. E menos de 2% dos desastres declarados, homologados e reconhecidos justificariam a classificação de estado de calamidade pública.
Procurado pela reportagem, o prefeito Clóvis Volpi não foi localizado para demonstrar a necessidade de sua determinação.
A assessoria do chefe do Executivo informou ao Diário que o prefeito não poderia falar, pois estava visitando as áreas mais atingidas e prejudicadas pela chuva de ontem.
80 OCORRÊNCIAS – A Defesa Civil Municipal de Ribeirão Pires registrou, entre a noite de quarta-feira e manhã de ontem, 80 ocorrências, das quais 45 envolvendo deslizamentos de terra. Outras foram de quedas de árvores e pontos de alagamentos.
Prefeitura não considerava local como área de risco
O bairro Santo Bertoldo, em Ribeirão Pires, não era considerado área de risco de deslizamento pela Defesa Civil do município, apesar de ter características comuns à maioria dos terrenos classificados dessa forma. As casas são construída no pé ou em encostas íngremes.
"Nunca vi um deslizamento de terra aqui no bairro. Temos outros problemas, como violência e falta de luz em alguns pontos", relata Júlia Martins, 64 anos, moradora no local há 27.
O loteamento de casas no bairro foi realizado na década de 1950, antes da criação da lei de proteção de áreas de mananciais, em 1979. Na época, os parâmetros de construção eram menos rígidos. Toda a cidade de Ribeirão Pires está inserida no critério de proteção.
NUNCA FOI PREOCUPAÇÃO – O aposentado José Oliveira, 82, vizinho da casa destruída pelo deslizamento disse que esse tipo de problema nunca foi uma preocupação da comunidade. "A Defesa Civil nunca apareceu aqui para vistoriar nossas casas. Não achava que pudesse cair", diz.
Outros pontos da cidade são considerados mais perigosos, como o Jardim Iramar e Jardim Serrano.
Fonte/Link: http://www.dgabc.com.br/default.asp?…c=1&id=5789599
Fotos da Folha de Ribeirão Pires – 22/01/2010
Fonte/Link: http://www.folharibeiraopires.com.br…ria.php?m=6454
Ao longo da Estrada de Sapopemba em Ribeirão Pires, várias árvores despencaram e caíram na pista bloqueando uma via:

Encosta na Rodovia Índio Tibiriçá (SP-31), já no distrito de Ouro Fino Paulista cai e interdita para da Rodovia causando congestionamento:
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Casa fica parcialmente soterrada no Santa Rosa, Rua Gago Coutinho:

Na rua João Beloti no bairro Parque Aliança em Ribeirão Pires, deixou algumas casas com risco de desabar
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Rua Santino Gianasi, no bairro da Vila Conceição em Ribeirão Pires, teve parte da rua interditada devido a queda de barranco

Escada da Rua Santa Efigênia no bairro Jardim Planteocal

Muro de uma residência da rua Santa Janaína no bairro do Jardim Santa Rosa em Ribeirão Pires veio abaixo impedindo o tráfego de ônibus

Na rua Papa João XXIII, no bairro da Vila Nova Suissa morro desliza e casa fica pendurada na encosta

Na rua Santo Bertoldo, no Bairro de mesmo Nome, parte da via ficou interditada




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Mãe e filhas mortas. Este é o saldo mais triste das chuvas que assolam a cidade de Ribeirão Pires desde dezembro do ano passado. São centenas os relatos de deslizamentos, transbordamentos de córregos e alagamentos de via, mas na manhã de ontem, aconteceu o que ninguém gostaria. Um deslizamento de encosta, na rua Anchieta, bairro Bertoldo, em Ribeirão Pires, soterrou Analice de Oliveira Moreira Santos, 36 anos e suas duas filhas, Ana Lídia, 8 anos e Ana Santos de 14 anos. Vizinhos disseram que o pai das crianças só não foi atingido por ter saído horas antes para trabalhar.
Segundo Antonio Paulino, morador da casa vizinha, por volta das 8h20 ele estava na janela de sua residência quando viu que uma árvore do alto do morro estava caindo. Preocupado pediu à filha que alertasse a família e os vizinhos, mas no mesmo instante, tudo deslizou soterrando a casa.
“Foi tudo muito rápido. Eu estava na janela da minha casa olhando para o morro, tudo parecia tranquilo, mas de repente uma árvore começou a descer. Gritei para minha filha e pedi que fosse avisar os vizinhos. Na mesma hora, tudo desceu, árvores e terra passaram pela minha frente e levaram a casa deles. Foi muito triste”, relatou Paulino com lágrimas nos olhos.
A dona de casa Aparecida Santos também relata os primeiros momentos da tragédia.
“Ouvi um barulho, como se fosse uma bomba, saí para fora e escutei gritos, eram pessoas correndo de um lado para o outro pedindo ajuda. A vizinhaça e os familiares começaram a cavar a terra com as mãos na tentativa de salvar alguém, mas já não era possível fazer mais nada”, chora.
Em menos de dez minutos o Resgate chegou, e de lá em diante dezenas de policiais e bombeiros lutavam para resgatar alguém com vida, mas com o passar do tempo, as esperanças foram acabando e após três horas do acidente, o primeiro corpo é encontrado e retirado dos escombros. É o da mais jovem. Passado mais um tempo, os bombeiros anunciam a retirada da adolescente e por fim, doze horas após o acidente, já na noite de ontem, o corpo da mãe é localizado.
É a constatação de uma tragédia que liquidou a família de Manoel Bispo dos Santos que teve de ser amparado várias vezes pelos médicos e psicólogos de plantão no local.
Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Santo André. Até o fechamento da edição não havia confirmação sobre o local do velório.
Fonte/Link: http://www.folharibeiraopires.com.br…ria.php?m=6452
Lamentável! :ohno:









































