{"id":159664,"date":"2010-01-09T20:15:26","date_gmt":"2010-01-10T01:15:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.skyscrapercity.com\/showthread.php?t=1041969"},"modified":"2010-01-09T20:15:26","modified_gmt":"2010-01-10T01:15:26","slug":"hangar-centro-de-convencoes-e-feiras-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mereja.media\/index\/159664","title":{"rendered":"HANGAR &#8211; Centro de Conven\u00e7\u00f5es e Feiras da Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div><font face=\"Century Gothic\"><b><\/p>\n<div align=\"center\"><font color=\"Green\"><font size=\"6\">Hangar inspira nova fachada<\/font><\/font><\/div>\n<p><\/b><\/font><\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT2.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT6.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>Transformado em espa\u00e7o para feiras e eventos, o hangar da d\u00e9cada de 1950, pertencente ao parque da Aeron\u00e1utica, foi ampliado e totalmente remodelado, ganhou um novo bloco e inspirou a cria\u00e7\u00e3o de um sistema especial de fachada-cortina, batizado de Fachada Hangar.<\/p>\n<p>Subutilizado, por n\u00e3o mais permitir o pouso de aeronaves para manuten\u00e7\u00e3o, o <b>antigo hangar<\/b>, na capital do Par\u00e1, estava fadado a se transformar em uma extensa \u00e1rea abandonada e decadente. Mas a Secretaria da Cultura estadual decidiu preserv\u00e1-lo e utilizar a <b>qualidade de sua estrutura met\u00e1lica<\/b> e suas caracter\u00edsticas arquitet\u00f4nicas como pontos de partida para a linguagem conceitual do novo projeto, que passou a abrigar o <b>Centro de Conven\u00e7\u00f5es e Feiras da Amaz\u00f4nia<\/b>, inaugurado em maio de 2007.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/Hangar1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">O projeto preservou a estrutura met\u00e1lica do antigo edif\u00edcio<\/font><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT3.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Fachadas frontal e lateral do hangar 1<\/font><\/div>\n<p>\nO grande v\u00e3o livre, de 50 x 100 metros, e o p\u00e9-direito, que nos pontos mais altos alcan\u00e7ava 20 metros, indicaram o <b>potencial de aproveitamento<\/b> da edifica\u00e7\u00e3o. \u00c0 antiga estrutura met\u00e1lica foram agregados refor\u00e7os, amplia\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es. O hangar teve sua \u00e1rea aumentada em tr\u00eas vezes, mantendo-se o seu sistema construtivo met\u00e1lico, e foi implantada <b>uma segunda edifica\u00e7\u00e3o<\/b>, com estrutura de concreto protendido e cobertura met\u00e1lica, informa o arquiteto Gustavo Le\u00e3o, que participou da equipe de arquitetos da Secretaria da Cultura, sob a coordena\u00e7\u00e3o do arquiteto Paulo Chaves Fernandes, autor do projeto e, na \u00e9poca, tamb\u00e9m titular da pasta.<\/p>\n<p>Basicamente, o projeto comp\u00f5e-se dos <b>dois grandes galp\u00f5es<\/b> (hangares 1 e 2), um setor de transi\u00e7\u00e3o entre eles e uma passarela de servi\u00e7o. No total, s\u00e3o 24 mil metros quadrados constru\u00eddos e 48.816 metros quadrados urbanizados. No t\u00e9rreo do pavilh\u00e3o principal, o hangar 1, ficam a \u00e1rea para feiras e exposi\u00e7\u00f5es e infra-estrutura de apoio. Com cerca de 6,1 mil metros quadrados e p\u00e9-direito variando entre seis e 20 metros, o espa\u00e7o reservado para feiras \u00e9 circundado por uma <b>passarela met\u00e1lica suspensa<\/b>, que facilita a manuten\u00e7\u00e3o e proporciona ao visitante uma vis\u00e3o ampla do conjunto. No pavimento superior est\u00e3o 12 salas de m\u00faltiplo uso, salas para reuni\u00f5es, secretaria e central de comunica\u00e7\u00e3o com o cliente.<\/p>\n<p>No t\u00e9rreo do hangar 2 est\u00e3o a pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o, restaurante, sanit\u00e1rios, administra\u00e7\u00e3o do complexo e p\u00e1tio de carga e descarga. <b>O andar superior abriga foyer<\/b>, com 770 metros quadrados, e um audit\u00f3rio modul\u00e1vel de 1.879 metros quadrados, com capacidade m\u00e1xima para 2.084 lugares, podendo ser dividido em at\u00e9 oito m\u00f3dulos\/audit\u00f3rios, para 215 pessoas cada um.<\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT3A.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Fachadas frontal e lateral do hangar 1<\/font><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT4.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Os vidros utilizados s\u00e3o refletivos de alto desempenho<\/font><\/div>\n<p>\n<b>Fachada Hangar<\/b><\/p>\n<p>Para a execu\u00e7\u00e3o da obra <b>foi criado o Cons\u00f3rcio do Hangar<\/b>, formado pelas empresas Paulitec Constru\u00e7\u00f5es e Construbase Engenharia. Com as novas fun\u00e7\u00f5es, a estrutura do hangar 1 teve que ser refor\u00e7ada para atender \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es de cargas de vento, obedecendo a projetos espec\u00edficos encomendados pelo cons\u00f3rcio e analisados pela empresa RCM Estruturas Met\u00e1licas, contratada do Grupo Galtier. Este assumiu, sob a coordena\u00e7\u00e3o do engenheiro Guilherme Cerqueira, o projeto executivo para a constru\u00e7\u00e3o das fachadas e das ab\u00f3badas envidra\u00e7adas da cobertura. O grupo representa, no Brasil, a Glaverbel, fabricante belga dos vidros utilizados na obra.<\/p>\n<p>Atendendo \u00e0s exig\u00eancias do projeto arquitet\u00f4nico, a RCM <b>projetou estruturas auxiliares<\/b> leves atirantadas. Para fixa\u00e7\u00e3o dos vidros, o arquiteto e consultor do projeto Paulo Duarte, da PCD Consultores, partiu de um conceito segundo o qual eles deveriam <b>ser o mais leve poss\u00edvel<\/b>, aproveitando o suporte daquelas estruturas.<\/p>\n<p><b>Esse conceito evolui<\/b>u para um sistema de fachada-cortina desenvolvido pela Alum\u00ednio Brasil e batizado de Fachada Hangar. Segundo Luiz Carlos Santos, diretor da empresa, o consultor queria um <b>sistema que fosse r\u00e1pido<\/b> para montar e sugeriu que os montantes j\u00e1 incorporassem os ganchos de ancoragem, o que levou ao uso, em toda a fachada externa, de <b>um \u00fanico tipo de perfil<\/b>. Trata-se de uma pe\u00e7a que \u00e9, ao mesmo tempo, a coluna, a folha, o montante e o gancho de ancoragem. \u0093O que fizemos foi um perfil que j\u00e1 incorpora o gancho atrav\u00e9s de uma usinagem. <b>\u00c9 a primeira vez que esta solu\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizada<\/b>\u0094, afirma Santos.<\/p>\n<p>O projeto das fachadas tamb\u00e9m tirou partido da resist\u00eancia das estruturas met\u00e1licas, propondo um sistema unitizado com perfis esbeltos que atendessem \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es de cargas de ventos. Toda a <b>press\u00e3o da fachada foi transportada para a estrutura<\/b> met\u00e1lica, reduzindo, com isso, a quantidade de alum\u00ednio e a profundidade das colunas. \u0093O peso estimado da obra por outras empresas era de 28 toneladas de alum\u00ednio, mas n\u00f3s fechamos com apenas 12 toneladas\u0094, destaca Santos. Segundo ele, a redu\u00e7\u00e3o de material e, conseq\u00fcentemente, de custo deu-se gra\u00e7as a um estudo que encontrou a solu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ideal para as exig\u00eancias da arquitetura. Os arquitetos queriam <b>pouco alum\u00ednio \u00e0 vista<\/b> e que tudo fosse o mais simples poss\u00edvel, mas com grandes v\u00e3os &#8211; tanto que alguns quadros de vidro chegam a ter 2,5 x 4,5 metros de dimens\u00e3o e peso de 500 quilos.<\/p>\n<p><b>A veda\u00e7\u00e3o do sistema recebeu gaxetas de silicone<\/b>, que se encaixam e se conformam, mesmo que as fachadas variem de medida. Al\u00e9m disso, essas gaxetas possibilitaram a obten\u00e7\u00e3o de juntas externas pequenas, de 12 a 13 mil\u00edmetros, outra exig\u00eancia dos arquitetos.<\/p>\n<p><b>Desafios na montagem<\/b><\/p>\n<p>Segundo Luiz Carlos Santos, a instala\u00e7\u00e3o dos vidros do restaurante (hangar 2) <b>imp\u00f4s \u00e0 equipe alguns desafios<\/b>. Durante a fase final da obra, o lago que ocupa toda essa \u00e1rea e grande parte do local j\u00e1 estava cheio, dificultando o acesso e impedindo a montagem de andaimes. Al\u00e9m disso, o pr\u00e9dio possui um beiral met\u00e1lico que avan\u00e7a um metro al\u00e9m do plano da fachada, n\u00e3o permitindo a aplica\u00e7\u00e3o direta dos vidros.<\/p>\n<p>Era necess\u00e1rio desenvolver um sistema que pudesse deslocar o vidro para o seu plano de instala\u00e7\u00e3o, sem que o beiral atrapalhasse. <b>Foram feitas simula\u00e7\u00f5es em computador<\/b> at\u00e9 encontrar a forma ideal &#8211; uma pequena estrutura encaixada no beiral, que mantinha o eixo de i\u00e7amento com o eixo de gravidade do conjunto. Dessa maneira, o guindaste p\u00f4de i\u00e7ar todo o conjunto e descans\u00e1-lo sobre o trilho. Em seguida, foi feito o trabalho de instala\u00e7\u00e3o, pois o trilho e a talha permitiam os ajustes.<\/p>\n<p><\/p>\n<div align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT7.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Instala\u00e7\u00e3o de chapas de vidro<\/font><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT5.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Fachada frontal do hangar 2, com plano inclinado a 45 graus<\/font><\/p>\n<p><font size=\"1\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT8.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Pe\u00e7a met\u00e1lica encaixada no beiral mant\u00e9m o eixo de i\u00e7amento<br \/>\ncom o eixo de gravidade do conjunto, para instala\u00e7\u00e3o dos vidros na \u00e1rea do restaurante<\/font><\/font><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT12.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Circula\u00e7\u00e3o ganha luz natural atrav\u00e9s da cobertura de vidro<\/font><\/p>\n<p>\n<b>Sistema simples e \u00e1gil<\/b><br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/box1.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>\nNas fachadas projetadas para a obra do centro de conven\u00e7\u00f5es, o gancho de ancoragem tem reentr\u00e2ncias usinadas para pendurar os pain\u00e9is de forma f\u00e1cil, como se fosse um quadro na parede. Utilizou-se uma ancoragem a cada 700 mil\u00edmetros de dist\u00e2ncia. Na seq\u00fc\u00eancia vieram as regulagens de prumo, com parafusos de a\u00e7o inoxid\u00e1vel, recobertos por uma esp\u00e9cie de bucha de n\u00e1ilon, para fazer o isolamento entre a\u00e7o e alum\u00ednio. Parte do sistema de ancoragem, esses parafusos tamb\u00e9m ajudam a eliminar a vibra\u00e7\u00e3o, caso ocorra movimenta\u00e7\u00e3o da fachada. \u0093Com isso, resolvemos 5 mil metros quadrados de fachada com um \u00fanico tipo de perfil\u0094, informa Luiz Carlos Santos, diretor da Alum\u00ednio Brasil.<\/p>\n<p>O sistema da Fachada Hangar \u00e9 composto, ainda, por duas gaxetas: uma de EPDM, existente no encontro do perfil principal com o perfil de arremate, funcionando como uma presilha; a outra de silicone, no encontro entre dois quadros. Esta \u00e9 bem flex\u00edvel e seu desenho permite o ajuste perfeito no canal da junta entre os quadros, adaptando-se \u00e0s movimenta\u00e7\u00f5es da fachada, sem perder a efic\u00e1cia de veda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desenvolvido em S\u00e3o Paulo, o projeto da Alum\u00ednio Brasil indicava como usinar, cortar, montar e instalar estruturas de alum\u00ednio e quadros de vidro. Os perfis foram produzidos pela Amplimatic, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, e entregues ao Centro Industrial de Usinagem (CIU), em S\u00e3o Paulo, onde foram feitos todos os cortes e usinagens. Em seguida, as pe\u00e7as foram enviadas para Bel\u00e9m, onde uma equipe do Grupo Galtier organizou um galp\u00e3o, fora da obra, para a montagem dos quadros e colagem dos vidros.<\/p>\n<p><b>Projeto dos vidros curvos<\/b><\/p>\n<p>A fachada frontal do hangar 1 tem 51 metros na maior largura, 17 metros na maior altura e \u00e1rea envidra\u00e7ada de aproximadamente 2,4 mil metros quadrados. Nas fachadas do hangar 2, com 60 metros de frente, 11 metros de altura no beiral (calha) e 21 metros de altura no ponto m\u00e1ximo do arco do telhado, o vidro tem inclina\u00e7\u00e3o de 45 graus. Na cobertura em duas \u00e1guas do hangar 1 <b>h\u00e1 duas ab\u00f3badas<\/b> que somam cerca de 950 metros quadrados &#8211; o que representa 13% da \u00e1rea total da cobertura, que \u00e9 de cerca de 7,3 mil metros quadrados -, com vidros curvos laminados na cor verde, semitemperados. Esse plano de vidro permite a <b>transmiss\u00e3o de luz natural<\/b> para a \u00e1rea de feiras e eventos. Telhas met\u00e1licas termoac\u00fasticas do tipo sandu\u00edche, com miolo de poliuretano expandido, contribu\u00edram, igualmente, para a redu\u00e7\u00e3o de carga t\u00e9rmica e ac\u00fastica.<\/p>\n<div align=\"center\">\n<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT9A.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Cobertura de vidro e detalhes dos dutos de refrigera\u00e7\u00e3o e difusores<\/font><\/p>\n<p><font size=\"1\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/FT9.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><br \/>\n<font size=\"1\">Cobertura de vidro e detalhes dos dutos de refrigera\u00e7\u00e3o e difusores<\/font><\/font><\/div>\n<p>\nO envidra\u00e7amento dessas ab\u00f3badas exigiu o curvamento de <b>432 pe\u00e7as de laminados<\/b> Sunergy, com 12 mil\u00edmetros de espessura, num raio externo de 5,60 metros, comprimento de arco de 2,35 metros e com medida da geratriz de 2,48 metros. Esses vidros foram laminados e curvados na It\u00e1lia, com precis\u00e3o extrema, permitindo a perfeita montagem sobre a estrutura em arcos tensionados com tirantes de a\u00e7o, projetados pela RCM. Cada um deles pesou 173 quilos e seu transporte para a posi\u00e7\u00e3o final chegou \u00e0 altura de 20 metros.<\/p>\n<p>O consultor Paulo Duarte projetou, para a fixa\u00e7\u00e3o desses elementos, um <b>sistema baseado em perfis<\/b> do tipo C em alum\u00ednio, que formaram caixilhos com dois lados calandrados, acompanhando a curvatura da estrutura met\u00e1lica e dos vidros. Duarte foi tamb\u00e9m o respons\u00e1vel pela determina\u00e7\u00e3o das dimens\u00f5es exatas em mil\u00edmetros desses vidros curvos.<\/p>\n<p><b>Instala\u00e7\u00e3o<\/b><\/p>\n<p>O hangar 1 tem \u00e1rea envidra\u00e7ada com Sunergy Green 66.1 de 1.675,30 metros quadrados. Al\u00e9m disso, seus acessos principais s\u00e3o <b>compostos pelo sistema spider glass<\/b>, com vidro laminado e temperado, perfazendo um total de aproximadamente 500 metros quadrados. As clarab\u00f3ias s\u00e3o formadas por grandes pain\u00e9is de 2.500 x 2.327 mil\u00edmetros em vidro curvo laminado e temperado, instalados \u00e0 altura m\u00e9dia de 18,50 metros &#8211; o que tornou a opera\u00e7\u00e3o mais complexa, levando-se em considera\u00e7\u00e3o o peso de cada pe\u00e7a e os in\u00fameros riscos envolvidos neste caso.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de circula\u00e7\u00e3o h\u00e1 dois grandes panos de vidro em Sunergy Green 66.1, p\u00e9-direito duplo de 7,95 metros, e uma clarab\u00f3ia em vidro plano do mesmo tipo, com 75,84 metros quadrados. Os caixilhos foram instalados em um sistema atirantado de <b>tubos e vergalh\u00f5es<\/b> de a\u00e7o pintados, conforme o padr\u00e3o da obra.<\/p>\n<p>O hangar 2, seguindo o mesmo padr\u00e3o proposto \u00e0 \u00e1rea de circula\u00e7\u00e3o, tem grandes v\u00e3os com p\u00e9-direito duplo, perfazendo um total de 1.079,19 metros quadrados, com destaque para o restaurante, onde pain\u00e9is de vidro Sunergy Green 66.1 de at\u00e9 4.460 x 2.500 mil\u00edmetros foram instalados em uma estrutura leve e arrojada de tubos e tirantes de a\u00e7o. O processo de instala\u00e7\u00e3o <b>ocorreu em situa\u00e7\u00e3o extremamente complexa<\/b>, devido ao \u00e2ngulo exigido pelo projeto e a outros detalhes que acompanham a obra.<\/p>\n<p>O Sunergy faz parte do seleto grupo de vidros chamados de low-e, que apresentam a caracter\u00edstica de refletir ou absorver grande parte da radia\u00e7\u00e3o infravermelha &#8211; ou seja, calor -, deixando passar um <b>elevado percentual de luz vis\u00edvel<\/b>, sem apresentar o forte efeito espelho, resultante da reflex\u00e3o excessiva das radia\u00e7\u00f5es luminosas. \u0093A utiliza\u00e7\u00e3o desse vidro anulou a necessidade de ilumina\u00e7\u00e3o artificial durante o dia nos grandes v\u00e3os, oferecendo conforto t\u00e9rmico\u0094, informa Cl\u00e1udio Solon, diretor para a regi\u00e3o Norte\/Nordeste do Grupo Galtier.<\/p>\n<div align=\"center\"><b><font size=\"3\">Da B\u00e9lgica para Bel\u00e9m, via It\u00e1lia<\/font><\/b><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/i707.photobucket.com\/albums\/ww73\/Sergiw\/Box.jpg\" border=\"0\" alt=\"\" \/><\/div>\n<p>Importados da Glaverbel B\u00e9lgica e processados parte no Brasil (corte e lapida\u00e7\u00e3o dos laminados das fachadas) e parte na It\u00e1lia (vidros curvos temperados e laminados, e fachada spider glass), <b>os vidros utilizados na obra do Centro de Conven\u00e7\u00f5es e Feiras da Amaz\u00f4nia exigiram uma cuidadosa log\u00edstica at\u00e9 chegar a Bel\u00e9m, no Norte do pa\u00eds.<\/b> \u0093Devido ao peso e \u00e0 altura das chapas de vidro &#8211; de 3,21 x 5 metros &#8211; e \u00e0s caracter\u00edsticas espec\u00edficas de transporte desse tipo de material, os cont\u00eaineres somente puderam ser desembarcados em portos com condi\u00e7\u00f5es especiais de movimenta\u00e7\u00e3o, normalmente situados no Sudeste\u0094, explica Cl\u00e1udio Solon, diretor para a regi\u00e3o Norte\/Nordeste do Grupo Galtier.<\/p>\n<p><b>Os vidros sa\u00edram da B\u00e9lgica para o porto de Vit\u00f3ria, onde foram feitos os cortes, e depois seguiram para Bel\u00e9m, percorrendo 3.267 quil\u00f4metros de estradas.<\/b> Para realizar os complexos cortes desse material, de acordo com o projeto, e entregar os panos de vidro na obra sem grandes perdas por quebra, desenvolveu-se um planejamento que envolveu terminais de descarga, caminh\u00f5es rebaixados, mesas especiais de corte e sistemas de transporte verticais e horizontais. Devido aos riscos existentes no processo, decidiu-se adquirir uma segunda linha de corte, para que parte do material fosse processada em Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>A singularidade do projeto tamb\u00e9m exigiu estudo espec\u00edfico para a montagem e instala\u00e7\u00e3o das fachadas, utilizando-se o que havia de mais moderno em termos de equipamentos, como ventosas importadas da It\u00e1lia, guinchos e munks capazes de vencer grandes dist\u00e2ncias e alturas, al\u00e9m de outras ferramentas desenvolvidas especialmente para a obra. Os vidros adotados nas fachadas e clarab\u00f3ias do centro de conven\u00e7\u00f5es t\u00eam caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas que permitem a rejei\u00e7\u00e3o de quase todo o calor, ao mesmo tempo em que deixam passar grande parte da luz natural. Mesmo assim, todo o conjunto dever\u00e1 funcionar com 100% de climatiza\u00e7\u00e3o artificial, devido \u00e0s elevadas temperaturas da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\nFonte- <a href=\"http:\/\/www.arcoweb.com.br\/tecnologia\/paulo-chaves-e-equipe-centro-de-02-10-2007.html\" >http:\/\/www.arcoweb.com.br\/tecnologia&#8230;2-10-2007.html<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hangar inspira nova fachada Transformado em espa\u00e7o para feiras e eventos, o hangar da d\u00e9cada de 1950, pertencente ao parque da Aeron\u00e1utica, foi ampliado e totalmente remodelado, ganhou um novo bloco e inspirou a cria\u00e7\u00e3o de um sistema especial de fachada-cortina, batizado de Fachada Hangar. 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