{"id":161411,"date":"2010-01-10T07:56:16","date_gmt":"2010-01-10T12:56:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.skyscrapercity.com\/showthread.php?t=1042223"},"modified":"2010-01-10T07:56:16","modified_gmt":"2010-01-10T12:56:16","slug":"malha-ferroviaria-mal-utilizada-faz-governo-rever-concessoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mereja.media\/index\/161411","title":{"rendered":"Malha ferrovi\u00e1ria mal utilizada faz governo rever concess\u00f5es"},"content":{"rendered":"<div><font color=\"DarkGreen\"><b>Empresas est\u00e3o mapeando ferrovias consideradas vi\u00e1veis e poder\u00e3o devolver trechos que n\u00e3o est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o<\/b><\/font><\/p>\n<p><font size=\"1\">Ren\u00e9e Pereira &#8211; Domingo, 10 de Janeiro de 2010 <\/font><\/p>\n<p>Doze anos depois do in\u00edcio das privatiza\u00e7\u00f5es, o Brasil se prepara para p\u00f4r em pr\u00e1tica um novo acordo geral no setor ferrovi\u00e1rio que envolve melhor uso da malha existente e extens\u00e3o dos prazos de concess\u00e3o das empresas. As mudan\u00e7as come\u00e7aram a ser desenhadas ap\u00f3s um estudo sobre a ocupa\u00e7\u00e3o das estradas de ferro do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O resultado mostrou que, al\u00e9m de pequena (28 mil quil\u00f4metros), boa parte da malha \u00e9 subutilizada. &quot;Apenas 10% das ferrovias (3 mil km) est\u00e3o plenamente ocupadas&quot;, diz o diretor-geral da Ag\u00eancia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. Outros 7 mil km est\u00e3o sendo usados abaixo da capacidade e 18 mil km s\u00e3o subutilizados.<\/p>\n<p>Um dos principais objetivos das mudan\u00e7as \u00e9 p\u00f4r em opera\u00e7\u00e3o trechos abandonados ou com baixa ocupa\u00e7\u00e3o. A pedido da ANTT, as empresas &#8211; que faturam mais de R$ 12 bilh\u00f5es por ano &#8211; est\u00e3o mapeando as liga\u00e7\u00f5es subutilizadas de sua \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. As concession\u00e1rias ter\u00e3o a op\u00e7\u00e3o de continuar com os trechos ou devolv\u00ea-los ao governo.<\/p>\n<p>Se permanecerem com a concess\u00e3o, ter\u00e3o de fazer um trabalho de recupera\u00e7\u00e3o da malha e deix\u00e1-la apta para o transporte, avisa Figueiredo. &quot;O que n\u00e3o podemos \u00e9 permitir que trechos continuem abandonados, enquanto h\u00e1 demanda forte pelo transporte ferrovi\u00e1rio.&quot;<\/p>\n<p>Para ele, algumas \u00e1reas podem n\u00e3o ser vi\u00e1veis para carga, mas podem ser atrativas para o transporte de passageiro ou turismo. \u00c9 o caso da liga\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o Pessoa (PB) &#8211; Natal (RN). &quot;O turismo l\u00e1 \u00e9 forte, h\u00e1 um resort pr\u00f3ximo. A malha poderia ser usada para fins tur\u00edsticos. Se a empresa n\u00e3o quiser explorar esse tipo de servi\u00e7o, ela pode devolver para o governo e ele resolve o problema fazendo nova concess\u00e3o ou n\u00e3o.&quot;<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo h\u00e1 dois trechos abandonados em negocia\u00e7\u00e3o entre a ANTT e a Am\u00e9rica Latina Log\u00edstica (ALL), a maior concession\u00e1ria do Pa\u00eds. Trata-se da liga\u00e7\u00e3o Panorama-Bauru e Cajati- Santos. Em ambos, diz Figueiredo, empresas procuraram a ag\u00eancia para reivindicar acesso ao transporte. &quot;Precisamos resolver essa situa\u00e7\u00e3o.&quot;<\/p>\n<p><b>ATRATIVIDADE<\/b><\/p>\n<p>O presidente da ALL, Bernardo Hees, diz que j\u00e1 providenciou estudos de viabilidade para avaliar a atratividade das duas linhas. Mas afirma que a empresa tem interesse em recuperar outras liga\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso de Piracicaba (SP). &quot;Sempre consideramos que algum trecho que hoje n\u00e3o tem viabilidade um dia se tornar\u00e1 atraente&quot;, negando a possibilidade de devolver \u00e1reas para o governo.<\/p>\n<p>Hees diz que a concession\u00e1ria est\u00e1 concluindo a reativa\u00e7\u00e3o de 23 km no Rio Grande do Sul, entre Santa Rosa e Giru\u00e1. A recupera\u00e7\u00e3o dos trilhos permitir\u00e1 aos produtores da regi\u00e3o acessar o Porto de Rio Grande.<\/p>\n<p>Para ele, a repactua\u00e7\u00e3o entre concession\u00e1rias e ag\u00eancia \u00e9 extremamente positiva para o futuro do setor. &quot;Mal ou bem, h\u00e1 uma s\u00e9rie de quest\u00f5es no contrato de concess\u00e3o que est\u00e3o defasadas. Trabalhar a recupera\u00e7\u00e3o de trechos de baixa densidade pode significar mais carga para as empresas.&quot;<\/p>\n<p>Mesma percep\u00e7\u00e3o tem o diretor de Comercializa\u00e7\u00e3o e Log\u00edstica da Vale, Marcelo Spinelli. A Vale, que det\u00e9m a concess\u00e3o de tr\u00eas ferrovias, tamb\u00e9m tem trechos abandonados. Um deles \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o Mariana-Campos, entre Minas e Rio de Janeiro. No passado, a Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica, controlada pela Vale, cogitou devolver o trecho. Mas voltou atr\u00e1s. Agora, prepara estudo da \u00e1rea.<\/p>\n<p>Outra medida que for\u00e7ar\u00e1 as empresas a explorarem novas \u00e1reas \u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o de metas (de produ\u00e7\u00e3o) por trechos, n\u00e3o mais por \u00e1reas de concess\u00e3o. &quot;A medida vai obrigar as concession\u00e1rias a trabalhar mais em algumas \u00e1reas ou devolv\u00ea-las&quot;, diz Figueiredo.<\/p>\n<p>Para Spinelli, al\u00e9m da reativa\u00e7\u00e3o da malha, a defini\u00e7\u00e3o do direito de passagem vai estimular a competitividade. O mecanismo permite que qualquer operador use a malha do concorrente, pagando ped\u00e1gio. Hoje, usa-se s\u00f3 o tr\u00e1fego m\u00fatuo. Nesse caso, quando a empresa entra na malha de outra precisa usar a locomotiva da dona da ferrovia. &quot;\u00c9 claro que a medida n\u00e3o vai agradar a todo mundo, mas \u00e9 necess\u00e1ria.&quot;<\/p>\n<p>Fonte:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodehoje\/20100110\/not_imp493174,0.php\" >http:\/\/www.estadao.com.br\/estadaodeh&#8230;mp493174,0.php<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas est\u00e3o mapeando ferrovias consideradas vi\u00e1veis e poder\u00e3o devolver trechos que n\u00e3o est\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o Ren\u00e9e Pereira &#8211; Domingo, 10 de Janeiro de 2010 Doze anos depois do in\u00edcio das privatiza\u00e7\u00f5es, o Brasil se prepara para p\u00f4r em pr\u00e1tica um novo acordo geral no setor ferrovi\u00e1rio que envolve melhor uso da malha existente e extens\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2274,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-161411","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161411","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2274"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=161411"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/161411\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=161411"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=161411"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mereja.media\/index\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=161411"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}