Foi fundada pelos fenícios no século IV a.C. e, sob domínio romano, a pequena cidade de Icosium situava-se onde hoje se encontra o bairro marítimo de Argel, tendo-lhe sido concedido o estatuto de cidade Latina pelo imperador Vespasiano. A rue de la Marine segue o alinhamento de uma rua romana. Existiam cemitérios romanos perto de Bab-el-Oued e Bab Azoun. Os bispos de Icosium são mencionados até ao século V.
A cidade actual foi fundada em 944 por Buluggin ibn Ziri, o fundador da dinastia Zirid-Senhaja, que foi destronada por Rogério II da Sicília em 1148. Antes dessa data, já haviam perdido Argel, que em 1159 seria ocupada pelos Almoadas, tendo sido dominada pelos sultões Abd-el-Wadid de Tlemcen a partir do século 13.
Nominalmente parte do sultanato de Tlemcen, Argel gozava de considerável autonomia, sob os seus próprios emires, sendo Oran o principal porto dos Abd-el-Wahid. A ilhota em frente do porto de Argel, posteriormente conhecido como Penon, foi ocupada pelos Espanhóis em 1302. A partir daí, cresceram as trocas comerciais entre Argel e a Espanha.
Argel continou a ser uma cidade relativamente pouco importante até à expulsão dos Mouros de Espanha, quando muitos deles procuraram asilo na cidade. Em 1510, depois de ocuparem Oran e outras cidades da costa de África, os Espanhóis fortificaram o Penon. Em 1516, o emir de Argel, Selim b. Teumi, convidou os irmãos Arouj e Khair-ad-Din (Barbarossa) para expulsar os Espanhóis. Arouj veio para Argel, conseguiu fazer assassinar Selim, e apoderou-se da cidade. Khair-ad-Din, sucedendo a Arouj, expulsou os Espanhóis do Penon (1550) e foi o fundador do pashalik, depois deylik, de Argel.
A cidade foi conquistada pelos turcos e tornou-se parte do Império Otomano. O governador da cidade era virtualmente independente de Constantinopla, tendo Argel tornado-se o principal centro dos corsários da Barbárie. Em Outubro de 1541, o imperador Carlos V tentou capturar a cidade, mas uma tempestade destruíu um grande número dos seus navios, tendo os seu exército de c. 30 000 homens, na sua maioria Espanhóis, tido sido derrotado pelos Argelinos, sob o comando do seu pasha, Hassan. A partir do século 17, Argel, livre de controlo Otomano, situada na periferia entre a economia Otomana e a Europeia, e com a sua existência dependente do Mediterrâneo, cada vez mais controlado por navios europeus, apoiados pelas marinhas europeias, virou-se para a pirataria. Várias nações europeias fizeram repetidas tentativas para subjugar os piratas que perturbavam a hegemonia europeia no Mediterrâneo ocidental, e em 1816 a cidade foi bombardeada por um esquadrão britânico comandado por Lord Exmouth, auxiliado por vasos de guerra holandeses, e a frota dos corsários foi incendiada.
A 4 de Julho de 1830, sob o pretexto de uma afronta ao seu consul (a quem o dey tinha batido com um enxota-moscas quando tinha afirmado que o Governo Francês não estava preparado para pagar as suas substanciais dívidas a dois mercadores judeus argelinos), um exército francês comandado pelo General de Bourmont atacou a cidade, que capitulou no dia seguinte. De 1830 a 1962, a história de Argel confunde-se com a história da Argélia e as suas lutas com a França.
Em 1962, após uma sangrenta luta pela independência, em que morreram centenas de milhares de Argelinos (um milhão, segundo a história oficial da Argélia) às mãos do exército francês e da Frente de Libertação Nacional (Front de Libération Nationale ou F.L.N.), a Argélia ganhou finalmente a sua independência, com Argel como a sua capital. Apesar de ter perdido a totalidade da sua população de origem europeia (Pied-Noir), a cidade sofreu uma grande expansão, tendo actualmente cerca de três milhões de habitantes (c. 10% da população da Argélia). Os seus subúrbios cobrem a maior parte da planície de Metidja.
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