Sementes de saúde

Linho, linhaça ou linum usitatissimum, pertence à família das Linaceaes. E uma herbácea anual  – germina, floresce e morre no espaço de um ano – que pode medir até 80 cm de altura; de folhas estreitas, longas e pontiagudas, e suas flores azuis com cinco pétalas. É originária da Ásia e África, desenvolvendo-se facilmente nas regiões do Paraná, SC e RS.

Há mais de 4000 anos que se cultiva o linho nos países mediterrâneos para obter fibra têxtil e há mais de 2500 anos que se utiliza como medicamento. Hipócrates, no século V a.C., já recomendava como emoliente.
As sementes do inho contêm uma grande quantidade de mucilagem e pectina, que lhe conferem propriedades emolientes e laxantes, além de sais minerais e lipídeos de elevador valor biológico – ácidos graxos essenciais insaturados.

A parte do linho a ser utilizada é a linhaça, sua semente. Seu uso é indicado em casos de prisão de ventre crônica, quando ela lubrifica o tubo digestivo, e regenera a flora intestinal.  Uma outra utilidade da linhaça  se dá no tratamento da gastrite, duodenite e ulcera gastroduodenal, onde ela apresenta sua ação antiinflamatória e emoliente, favorecendo a regeneração da mucosa digestiva danificada.  Trata tambem as inflamações das vias respiratórias e urinárias, através da decocção e maceração. O cataplasma quente de farinha de linhaça são um remédio tradicional, de provada eficácia resolutiva, sedante e antiinflamatória. Têm grande utilizade tambem no tratamento de abcessos, furúnculos e picadas de insetos.

A linhaça são especialmente usadas como alimento para os diabéticos, por sua escassa percentagem em glicídeos e o seu elevado conteúdo em proteinas e lipídeos. O óleo de linhaça é utilizado como suavizante da pele e das dermatoses em geral.

Como Usar:
Uso interno: decocção de 30 g de sementes po litro de água,  durante 5 minutos. Deve-se tomar 2 a 3 xic/dia, adoçadas com mel; Maceração: deixa-se em repouso por 12 horas uma colherada de sementes por copo de água. Toma-se diariamente 2 a 3 copos resultante da maceração. Pode-se também ingerir as sementes inteiras, mastigando-as (uma colherada de 12 em 12 horas.
Uso externo: o cataplasma são feitos acrescentando-se às sementes de linho trituradas (farinha de linhaça) à água fervendo até se obter uma papa pesada. Normalmente de 30 a 40g por litro de água. Quando se aplica a cataplasma convém proteger a pele com um pano fino para evitar queimaduras. Fonte: Enc. das Plantas

Outras espécies de linho
Em todo litoral mediterrâneo da Península Ibérica e em Portugal, pode-se encontrar o chamado linho-bravo ou linho-galego-silvestre (linum angustifolium S) – lino silvestre na Espanha – com propriedades semelhantes às do linho cultivado. No mediterrâneo encontra-se o linho-purgante (linum catharticul L) – lino catartico na Espanha – cujo efeito  é o de um laxante intenso.
Na América do Norte encontra-se a variedade linho-das-pradarias (linum lewisii Pursh) – lino de las praderas em Espanhol – tambem conhecido como linho das Montanhas Rochosas.