Author: Edilza Nascimento

  • Mabolo

    Originário da Malásia, o Mabolo (Diospyros blancoi) é muito  conhecido nas Filipinas como Kamagong. Pode atingir até 30 metros de altura, e pertence à família das  Ebenaceae,  sendo  mais admirado por sua propriedade ornamental do que seu valor alimentar.   É  ocasionalmente plantada na Índia, principalmente como planta ornamental devido ao interesse na folhagem e nos frutos

    A fruta é muitas vezes chamada de maçã de veludo, e na Índia, flor de pêssego. Na Malásia, é buah Mantega (fruta manteiga). Mabolo (ou mabulo) é o mais comum dos vários nomes no dialeto filipino. No Brasil, o Mabolo chegou em 1965, introduzido das Filipinas.

    Dependendo da forma como foi plantada, pode  ter caules longos, lisos ou troncos curtos. Mabolo é também conhecido como “Velvet Apple”, apresentando vistosas folhas verde-escuro. Seus frutos geralmente crescem em pares de três em lados opostos , e tem uma pele fina, marrom-acastanhada revestidas com “cabelos” castanho-dourada. Da pele se desprende um odor forte e desagradável de queijo, mas uma vez que é removido  o odor, a  fruta tem um sabor adocicado, lembrando o caqui. Em vista disso, os frutos devem ser descascados antes de comer, e depois mantidos na geladeira por algumas horas antes de servir. Em seguida, o odor (que é principalmente na pele), terá em grande parte se dissipado. A fruta é considerada uma boa fonte de ferro e cálcio e uma boa fonte de vitamina B. 100 gramas da fruta contém:
    • Calorias: 504
    • Proteína: 0,75 g
    • Gordura: 0,22-0,38 g
    • Carboidratos: g (outros) 5,49-6,12
    • Fibra: 0,74-1,76 g Açúcar: 11,47 g
    Benefícios para a saúde:
    Preparação e Utilização:
    Tosse, dores de estômago, febre e doenças de pele são tratadas por  preparados  das folhas e cascas do Mabolo. Decocto da casca e folhas  são utilizados para todos os problemas de saúde que tenham sido indicados à esquerda.
    Usado como remédio para diarréia, disenteria, doenças cardíacas, hipertensão e diabetes.

    É consumido fresco, como sobremesa e é feito também feito uma  bebida com o sua polpa.  A madeira da árvore serve para fazer pentes e utensílios e a  pele na pele do  Mabolo pode ser irritante para pele sensível.

    Fonte: www.hort.purdue.edu


  • Frutas Exóticas – Madressilvas

    Lonicera caerulea é uma espécie do gênero botânico Lonicera, da família das Caprifoliaceae, nativa da China e regiões temperadas do  Hemisfério Norte. O  nome latino é caprifolium e, em Inglês, diz-se honeysuckle. Dizem que o seu nome latino tem origem na agilidade das cabras, porque é capaz de trepar como elas. O seu nome inglês tem origem no seu coração de mel. Em Francês, diz-se chèvrefeuille. Na França, acreditam que se se construir uma casa no lugar onde nasceu uma madressilva a casa será robusta. Daí o seu significado francês esteja ligado à longevidade e às ligações fortes.[1]
    É um arbusto  que cresce de 1,5 a 2 m de altura. Suas folhas são opostas, ovais, de 3 a 8 cm de comprimento com 1 a 3 cm de largura, verdes, com uma textura cerosa. As flores são de coloração amarela esbranquiçadas, com cinco lóbulos iguais.  Segundo alguns autores existem nove variedades consideradas como subespécies.[2] São muito cultivadas por suas lindas e perfumadas flores

    O cultivo de madressilva na Rússia começou na primeira metade do século 18 como planta ornamental, e onde se cultivam muitas variedades.   Há plantações industriais na Sibéria Ocidental, em Altai, Ural, Médio Volga e no noroeste da Rússia. É amplamente distribuída na jardinagem amadora.
    A fruta é uma baga azul de aproximadamente 1 cm de diâmetro   contêm flavonóides, antioxidantes, açúcares,    pectina, vitaminas C, A, B 1, B 2, B e D. São usadas frescas para doces e compotas e também  para fins medicinais.  Os antigos a usavam para curar soluços.   A planta tem uma elevada qualidade decorativa. 
    Fontes: [1] http://amorizade.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/madressilva.html; [2]wikipedia; [3]http://www.agroatlas.ru/cultural/Lonicera_K_en.htm


  • Cura depurativa

    Embora as curas depurativas possam ser feitas em qualquer momento do ano, é costume nos países nórdicos fazê-las no começo da primavera. Graças à alimentação pobre em frutas frescas, durante o inverno, acumulam-se resíduos metabólicos no organismo, que podem ser eliminados mediante a cura depurativa com uma ou várias destas plantas. Plantas depurativas são plantas que facilitam a eliminação, através da urina ou do suor, de substâncias residuais que circulam no sangue e que tendem a despositar na pele.

    Os resultados da cura depurativa são muito eficazes no caso de eczemas, gota, obesidade, etc. As curas depurativas devem durar no mínimo três dias, sendo a duração ideal uma semana. Neste período, é necessário seguir uma dieta vegetal muito leve e ingerir água em abundância, assim como suco de fruta, de verduras e plantas medicinais.

    Borragem – é depurativa de grande eficácia. Usa-se o suco fresco das folhas.

    Cocleária – é antiescorbútica, favorecendo a eliminação das substâncias ácidas residuais. Usa-se como verdura, ou suco fresco.
    Labaça – Usa-se as folhas como verdura, em infusão ou em suco fresco. É depurativa, diurética e antianêmica.

    Erva-alheira (Alliaria petiolata) – O suco fresco da planta é indicada na astenia e fadiga. Muito apropriada para fazer uma cura depurativa.

    Melissa-Bastarda – A infusão da planta é util para as curas de primavera. É diurética e depurativa.
    Cerejeira-Européia – libera o organismo das impurezas e resíduos (cura de cerejas).
    Groselheira-Espinhosa – muito apropriada para curas de primavera pelo seu conteúdo vitaminico. Usam-se as bagas frescas em suco, geléia ou doce.
    Solidago – A decocção das suas sumidades florais é diurético, depurativo, tonificante, limpando o sangue de resíduos.
    Escabiosa-Mordida – a infusão de suas folhas é suavemente diurética e tonificante.
    CURA DEPURATIVA COM XAROPE DE ÁCER[1]
    Da seiva do ácer do Canadá (Acer saccharum Marsh.), também chamado ácer do açúcar, obtém-se o chamado xarope de ácer, que, além de se usar como edulcorante, foi sempre muito apreciado em alguns países para levar a cabo curas depurativas e de emagrecimento. A cura de xarope de ácer é levada a cabo da seguinte maneira:
    • A cura tem de durar, pelo menos, 4 dias. É melhor que dure de 5 a 7 dias. Prolongá-la exige que seja feita sob controlo médico, como qualquer outra cura de jejum.
    • Toma-se um copo de água com 2 colheradas de xarope de ácer e 2 colheradas de sumo de limão, e bebem-se de 8 a 12 copos por dia.
    • A cura complementa-se com infusões de menta (Menta piperita L.) e um consumo abundante de água pura.
    • Se não for tomado nenhum outro alimento, esta cura tem um grande efeito depurativo e adelgaçante.

    Fonte: Enc. plantas
    [1] – Saudelar


  • Uma hortaliça ótima para reduzir o colesterol

    Originária da Àsia, onde seu cultivo é conhecido desde a antiguidade, a berinjela é uma hortaliça citada em escritos da China e ìndia, onde é muito comum existindo em  diversos tons de roxo. Cientificamente conhecida como Solanum melongena, foi introduzida na Europa pelos Árabes a partir da pensínsula ibérica. No século XVI,  espanhóis e portugueses trouxeram´na na bagagem para o continente americano.

    Existem vários tipos desse fruto que diferenciam-se pela sua cores,  sendo as mais comuns  as  vermelho escuro ou roxo, mas pode também ser branca, embora esta seja rara – existe um tipo de berinjela de cor branca, que é conhecida como planta-ovo, muito utilizada como planta ornamental. 

    A berinjela é uma hortaliça rica em cálcio, pobre em calorias e ótima para reduzir o colesterol. Ela pertence à mesma família do pimentão, jiló, tomate e da batata. Não é muito rica em vitaminas, mas tem boa fonte de proteínas, sendo muito útil na redução do colesterol, além de reduzir a ação de gorduras no fígado. Contém minerais como cálcio, fósforo, potássio e magnésio.

    Também é recomendada nos casos de artrite, apresentando bons resultados na gota e no reumatismo, bem como na diabetes e nas inflamações da pele em geral. É  digestiva, nutritiva e laxante, por esse motivo é indicada nos casos de desnutrição, indigestão e prisão de ventre. O consumo da berinjela está também indicado para problemas do fígado e do estômago.
    Uma pesquisa realizada no Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu – São Paulo teria mostrado que a berinjela pode reduzir até 30% as taxas do colesterol. Um estudo clínico do Instituto do Coração de São Paulo não confirmou tais resultados; o trabalho publicado afirma que a berinjela não deve ser encarada como substituto da estatina. Ainda não se sabe qual o princípio ativo responsável pela redução das taxas de colesterol, mas os cientistas suspeitam de um alcalóide existente na berinjela.
    Fonte: Rev. Vida e Saúde; Wikipedia


  • Kiwi, um antioxidante delicioso

    Originário da China, o Kiwi  (Actinidia chinensis) é uma fruta típica de clima temperado, conhecida com outros nomes vulgares,  quiui ou quivi (Brasil), Kiwi fruit e chinese goosebery (groselha) na Nova Zelândia, e mihoutao e yangtao na China. 
    É uma  trepadeira que necessita de tutoramento, possuindo flores brancas grandes, que se tornam amareladas à medida em que envelhecem. As flores masculinas são menores que  as femininas (à esquerda, a flor masculina e  abaixo à direita a flor feminina).
    O kiwi foi declarado  Fruto Nacional da República Popular da China e seu nome  kiwi, originalmente uma palavra maori (falada na Polinésia) ,  designa uma ave terrestre endêmica na Nova Zelândia, usada como símbolo daquele país.  Nos EUA, há uma espécie de Kiwi (actinidia arguta) de aparência mais delicada, sendo seu fruto bem menor (tamanho de uma uva) com um  sabor muito adocicado.

    De formato oval, o Kiwi possui uma casca marrom claro coberta por pequenos pelos. Sua polpa é suculenta e esverdeada, apresentando diversas sementinhas pretas. É rica em vitamina C,  sendo uma boa fonte de antioxidantes, produzindo efeitos anticancerígenos, anti-inflamatórios e leves efeitos laxativos.

    Dentre seus  elementos minerais, destaca-se o  cálcio, magnésio, o ferro e especialmente o potássio, contribuindo para equilibrar a tensão arterial, que aumentam as defesas do organismo na prevenção das gripes e resfriados. Quantidades razoáveis de fibras solúveis, auxiliam a diminuição dos níveis de colesterol no sangue.

    fonte de consulta: http://www.kiwifruta.hpg.ig.com.br/beneficios.htm


  • Inimiga silenciosa

    Segunda-feira, dia 26, foi o dia destinado ao  Combate Nacional à Hipertensão, a chamada inimiga silenciosa. Ela  afeta em todo o mundo aproximadamente 500 milhões de pessoas,  e segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, dentre os fatores de risco para mortalidade, a hipertensão explica 40% das mortes por AVC (Acidente Vascular Cerebral) e 25% daquelas por doença coronariana. Hipertensão arterial é a elevação dos níveis da pressão arterial a valores maiores que 140mmHg por 90mmHg (14 por 9).

    Os fatores causadores, possivelmente são a vida sedentária, o excesso de peso, ingesta elevada de sal, estresse, uso abundante de bebidas estimulantes, como o café, chá preto. A baixa ingestão de frutas e hortaliças cruas e o uso constante de cereais refinados, doces, refrigerantes, açúcares e sobremesas, são também outros fatores desencadiantes da doença.

    A prevenção e o combate à doença deve ser feita com uma alimentação saudável onde se deve preferir:

    – frutas cruas em abundância, melão, maracujá, limão, pêra, banana, morango, manga, kiwi, laranja, tangerina, goiaba, uva, pêssego, damasco, ameixa, figo, framboesa, mamão assim como frutas-de-conde, graviola, etc.
    Frutas secas: tâmaras, ameixa, uva e banana-passa;
    – Verduras e legunmes em abundância: chuchu, alface, nabo, cebola, alho, cenoura, salsa, couve, escarola, funcho, almeirão, rabanete, brócolis;
    – Grãos: milho, centeio, aveia, arroz, soja, guandu, lentilhas, grão-de-bico, feijão azuqui;
    – Castanhas e sementes tais como as nozes, sementes de girassol e de abóbora, amêndoa.

    As complicações da hipertensão são graves, que vão desde o derrame cerebral até:
    – doença de retina,
    – doença renal,
    – insuficiência cardíaca congestiva
    – enfartos
    – aneurisma
    – enfraquecimento da memória e da habilidade mental
    – rompimento de vasos sanguineos

    A relação entre a Hipertensão e nossa alimentação:


  • Vermelho medicinal

    O urucuzeiro (Bixa orellana L.) é proveniente da Amazônia, podendo alcançar até 5 metros de altura. Apresenta grandes folhas de cor verde-claro e flores rosadas com muitos estames. Seus frutos são pequenas capsulas de cor marrom-avermelhadas que contém muitas sementes. Fonte de betacaroteno (também taninos, flavonóides, ácidos graxos), a planta age contra hemorragias, afecções renais e também é febrifuga. As suas folhas acalmam os enjôos da gravidez e suas raízes são digestivas. As sementes são expectorantes e laxativas. Os brotos do urucum tem a capacidade de desinflamar os olhos, através do compressas de seu chá. Combate também aftas, faringites e amigdalites. É eficaz na eliminação de manchas e verrugas (tintura das sementes aplicada sobre a pele elimina manchas brancas, verrugas, e rejuvenesce a pele); seu nome vem do tupi uruku, que significa vermelho.  No Brasil, a tintura de urucu (também conhecido como urucum)  em pó é conhecida como colorau, e usada na culinária para realçar a cor dos alimentos. Em outras culturas chama-se: orleansstrauch (alemão), achiote ou onoto (espanhol), rocou (francês) e achiote ou annatto (inglês). É também conhecido como açafroa, uru-uva,urucuuba.

    O pó do urucum está sendo testado ainda num tipo específico de condicionador de cabelo. A parceria surgiu de forma casual, num encontro na Rio-92 entre o então presidente da Aveda, Horst Rechelbacher, e o cacique Biraci Brasil que, à época, presidia a Organização dos Agricultores e Extrativistas Iauanauá do Rio Gregório. Numa reunião de representantes de organizações não-governamentais, o jovem e ambicioso líder dos iauanauá reclamou da falta de alternativas econômicas dos índios brasileiros.
    Os iauanauá produzem em média três toneladas de urucum  por ano, num terreno de 13 mil hectares, dentro da reserva indígena do Rio Gregori. Os índios vendem as sementes por US$ 2,40 o quilo, mas o pó do produto é repassado à empresa americana por US$ 16 por quilo – preço do mercado internacional. O urucum produzido pelos iauanauá é considerado imbatível em grau de pureza. fonte: redetec.org


  • A importância dos óleos vegetais para a nossa saúde

    Os óleos vegetais são mais importantes para a nossa saúde do que pensamos e devem ser usados de maneira adequada. De girassol, algodão, linhaça, de milho, de canola, de soja, de dendê, de côco e o delicioso azeite de oliva são excelentes fontes dos denominados ácidos graxos mono e poliinsaturados.

    Gordura Óleo de Soja Óleo de Milho Azeite
    Saturadas (g) 15 13 13
    Polinsaturadas (g) 55 44 08
    Monoinsaturas (g) 22 29 79
    *Valores por 100 ml do produto

    O que são essas gorduras?

    Saturadas – são normalmente sólidas em temperatura ambiente, típicas de produtos de origem animal, são mais estáveis o que torna sua ligação com o oxigênio difícil. Estão relacionadas com o aumento do nível de colesterol sangüíneo.

    Insaturadas (mono e poli) são líquidas em temperatura ambiente, estando envolvidas com a diminuição dos níveis de colesterol total do sangue, atuando principalmente na redução do colesterol ruim, o LDL.

    Substituir a ingestão de gorduras saturadas, que estão presentes em maior quantidades em alimentos de origem animal,  pelas gorduras insaturadas está também relacionada ao efeito protetor contra o surgimento de doenças coronarianas. Os ácidos linoleico e alfalinolênicos, indispensáveis, são os dois únicos que nosso organismo não consegue produzir.   Esses ácidos graxos,  são essenciais para a renovação das membranas celulares, especialmente as do sistema nervoso e tem um papel preservativo nas doenças cardiovaculares e um efeito redutor no colesterol em certos indivíduos.

    Para cada óleo, um uso:
    Para Tempero – óleo de soja – Rico em ácido alfalinolênico, ele não suporta muito bem a cozedura. É recomendado para o tempero, sozinho ou misturado com azeite. Atenção: ele cria ranço mais depressa do que os outros óleos; por isso, é melhor comprá-lo em pequenas quantidades e conserva-lo em garrafa bem fechada.

    Cozedura suave –  azeite –  O azeite pode ser utilizado cru ou para cozinhar alimentos. Seu teor em vitamina E e o seu sabor forte o tornam um ingrediente privilegiado dos molhos. Suporta a cozedura a todas as temperaturas.

    Cozedura a altas temperaturas –  óleo de amendoim –  Rico em ácidos graxos monoinsaturados, ele resiste especialmente bem às altas temperaturas, sendo ideal para as cozeduras fortes e frituras. Para os molhos, é preferível usar os óleos mais ricos em vitamina E e em ácidos indispensáveis.

    Para entender os tipos de óleos, é necessário ficar atento aos rótulos:

    – Óleo virgem – é obtido após a pressão a frio, sem sofrer refinação. a primeira “pressão a frio” é um método de extração que produz um óleo colorido, espessoe   perfumado, ao contrário do refinado que é inodoro e sem sabor. Essa é a técnica utilizada especialmente para o azeite.

    – Óleo extra virgem – é uma classificação reservada aos óleos virgens com acidez inferior a 1%.

    – Óleo de … – aplica-se aos óleos de uma única variedade ou de um único fruto, tendo sofrido o processo de refinação. Sem a refinação os óleos de sementes são geralmente escuros, turvos, desagradáveis ao paladar e mais sensíveis ao calor. Assim é necessário refinar o óleo para retirar impurezas. Nesse processo, a vitamina E perde parte de suas propriedades. No final, o refino produz um óleo inodoro, incolor e sem sabor.

    – Óleo vegetal – trata-se de óleo constituído por uma mistura de óleos alimentares (como o óleo combinado).

    Outras dicas importantes:

    – Que tipo de garrafa escolher – Privilegie os óleos embalados em garrafas de cor opacas ou de metal. A exposição à luz e ao calor não é favorável à estabilidade das vitaminas e dos ácidos graxos insaturados, pois a sua estrutura quimica é frágil.
    – Tempo de conservação – uma vez aberta a garrafa pode ser conservada durante meses. Mas não se esqueça de fecha-la bem após cada utilização para evitar oxidação pelo contato com o ar.  A data inscrita na embalagem não é a data-limite de consumo, mas uma data-limite de utilização ótima. O óleo com data vencida não provoca nenhuma doença, mas pode se tornar um pouco rançoso.

    – Conservação – o óleo deve ficar ao abrigo da luz direta e fontes de calor. Deve ser conservado, de preferência, em local frio. Mas não no refrigerador, pois ficará coalhado.

    E a marca?

    Algumas marcas fraudam o consumidor. Um teste feito pela ProTeste, as marcas que receberam as melhores classificações foram: Carbonell (o melhor no teste), Beira Alta (melhor custo/beneficio), La Española, Pic-Nic, Andorinha e Gallo. As marcas  Arisco, Faisão, Minha Quinta, Torre de Belém e Otoyan foram consideradas “batizadas” (revelaram adição de óleo de bagaço de oliva ou outros óleos vegetais) e, assim, eliminados do teste.

    Fonte: Revista Vida e Saúde


  • Goiabeira, corta a diarréia e tonifica

    Antes da chegada dos colonizadores ela já era cultivada pelos nativos mexicanos. A goiaba é uma das frutas mais ricas em vitamina C, já que algumas variedades têm até cinco vezes mais desta vitamina que a laranja. As folhas e a casca da raiz da goiabeira contém taninos, que na América Central a tempos imemoriais era empregadas para combater as diarréias e a disenteria.  Aplicada localmente, sob a forma de bochechos  gargarejos a decocção de suas folhas é também útil no combate à estomatite – inflamação da mucosa bucal – e à faringite.

    Seu fruto contém mucilagens, pectinas, protídios e lipídeos, minerais (potássio, cálcio, ferro, fósforo) e vitaminas A, B e C. Suas principais propriedades são antiescorbúticas, remineralizantes e tonificantes, especialmente indicadas em casos de esgotamento físico, desnutrição e debilidade. O chá das folhas, em bochechos e gargarejos, é usado para inflamações da boca e  garganta

    A goiabeira (Psidium guajava L.) é uma árvore da família das Mirtáceas, é nativa do Brasil  sendo encontrada expontaneamente em todo o território. Existem muitas variedades, sendo a vermelha a mais generosa em calorias, vitamina C, calcio, fósforo e ferro.


  • A família das Anonáceas

    A Annonaceae   é uma família de plantas floríferas constituídas por árvores e arbustos com cerca de 2150 espécies identificadas e mais de 130 gêneros.     Apenas quatro gêneros, Annona (fruta-de-conde, araticum-do-brejo, graviola-do-norte, araticum-cagão-verdadeiro, graviola-do-ceará, cherimóia, araticum-de-tabuleiro, araticum-laranja, ilama, coração-de-boi,  araticum-da-bahia, araticum-ponhê, ata-do-ceará,  graviola-das-guianas, ata-de-mato-grosso); Rollinia  (fruta-da-condessa, araticum-alvadio, araticum-do-espírito-santo, marolinho-do-campo, etc);  Uvaria e Asimina produzem  frutos comestíveis.   Vê-se que o substantivo anona abrange um extenso rol de gêneros e espécies dessa família. [1]

    As anonáceas se caracterizam por produzirem frutos compostos (sincarpos), sendo a graviola (Annona muricata L), uma das frutas mais importantes desse gênero. A graviola (A. muricata L.), por sua vez, pertence ao grupo denominado Guanabani, ao qual também pertencem o araticum-do-brejo (A.glabra L.), e o araticum-das-montanhas (A. montana Macfad).

    A família está concentrada nas regiões tropicais, com poucas espécies encontradas em regiões temperadas. O Araticum ( Annona glabra ) é árvore de pequeno porte encontrada em todo território brasileiro, principalmente nas áreas costeiras. A análise dessa planta sugeriu potencial efeito antiinflamatório. Estudos sobre a Annona glabra, comumente conhecida no Brasil como araticum-do-brejo e araticum-bravo, têm demonstrado grande quantidade de compostos de natureza química diversificada nas mais variadas partes da planta.

    Os principais grupos de compostos presentes em extratos preparados de cascas, caules, folhas e frutos da annona glabra, são os alcalóides, as acetogeninas e os diterpenos. Dentre estes, o ácido caurenóico, é um dos mais estudados, para o qual várias atividades biológicas já foram descritas, desde a inibição da replicação do vírus HIV em linfócitos, como agente citotóxico,  larvicida,  antimicrobiano, vermífugo, esporicida, analgésico, contraceptivo, relaxante da musculatura lisa vascular aórtica de ratos, até como agente antiinflamatório.[2]

    A planta é também conhecida como Araticum-bravo, Araticum-caca, Araticum-cortiça, Araticupana, Araticum-d’água, Araticum-da-lagoa, Araticum-da-praia, Araticum-de-boi, Araticum-de-jangada, Araticum-de-mangue, Araticum-do-bréjo, Araticum-do-mangue, Araticum do Rio, Araticunzeiro-do-brejo, Caroáo, Maçã-de-cobra, Mulato, Cortiça, Cortisso. A planta é muito utilizada como porta-enxerto.

     [2] http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-695X2009000100017&script=sci_arttext
     [1] Enc. Agr. Bras.


  • Frutas Exóticas – Cherimóia

    Também conhecida  como Cheremoya e Cherymoya, a Annona Cherimola Mill por nós brasileiros conhecida como Cherimóia, é oriunda dos Andes ocorre espontaneamente  (Equador e Peru).  Calcula-se que os Incas cultivavam cerca de setecentas espécies vegetais, dentre essas espécies a Cherimóia.

    Na literatura, a palavra cherimóia vem do quíchua, língua nativa dos peruanos habitantes dos Andes, e significa sementes frias (‘chiri’ – frio e ‘moya’ – sementes).  Foram encontradas em escavações, belos jarros de terracota com representação dessa fruta nos Andes Peruanos.

    Da família das Anonáceas a qual pertencem o Biribá, a Fruta-de-conde, o Araticum, a Graviola e a Atemoia, a Cherimóia esparramou-se desde o século XVIII  por todas as Américas, Europa, Madeira, Índia, Hawaí e demais regiões de clima ameno.  Propagada ao longo dos séculos por sementes, foram aparecendo numerosas variedades que diferem entre si por conta dos pormenores de seu formato, aspecto da casca, época de maturação,   características da polpa e quantidade de sementes.

    Muitos autores atribuem ao   Peru como  seu centro de origem, mas outros afirmam que a fruta era desconhecida no Peru até depois as sementes foram trazidas por P. Bernabe Cobo em 1629 e que treze anos depois  desta introdução foi observado seu  cultivo e venda nos mercados de Lima. Em 1790 a cherimóia foi introduzida no Havaí por Don Francisco de Paulo Marín. Em 1785, alcançou a Jamaica, onde é cultivada  em montanhas entre 1.066-1.524 m.

    A primeira plantação de cherimóia na Italia se deu em 1797,  na província de Reggio Calabria. A árvore foi plantada diversas vezes nos jardins botânicos de Singapura, primeiramente ao redor 1878 , mas nunca sobreviveu por causa do clima. Nas Filipinas, frutifica bem em regiões  de montanha em uma altura acima de 750 m. Foi introduzida na India e Ceilão em 1880 e lá é cultivada em escala reduzida em ambos os países em elevações entre 457-2.134 m. A árvore foi plantada em Madeira em 1897, então nas Ilhas Canárias, em Argel, Egito e, provavelmente através da Italia,  Líbia, Eritreia e  Somália.

    Variedades
    São muitas as variedades de cherimóia, mas as mais conhecidas são a fino de jete, campas, bronceada, madeira e white. No Peru, as cherimóia são classificadas de acordo com o grau da irregularidade da sua superfície, como: “Lisa”, quase lisa; “Impresa”, com depressões da “impressão digital”; “Umbonada”, com saliências arredondadas;  “Tuberculada”, com as saliências cónicas que têm pontas.

    A árvore da Cherimóia é de porte médio podendo chegar a dez metros de altura se crescer livremente. É uma planta perene.  Suas folhas têm formato de lança e  uma coloração verde-escura. As flores possuem três pétalas cor de creme, formando uma pirâmide quando fechada.  As frutas têm características diferentes conforme a variedade, com casca  verde e pode ser lisa ou ter pequenas protuberâncias. Os frutos pesam de 200 gramas a dois quilos. A polpa é branca e tem sabor adocicado. Nela se alojam de 20 a 40 sementes pretas. Excelente fonte de vitaminas e sais minerais, é deliciosa ao natural, em sorvetes sucos e compotas.

    Uma grande quantidade de fibras lhe conferem a propriedade laxantes contribuindo também na redução das taxas de colesterol no sangue e o controle da glicemina nas pessoas diabéticas. Como é rica em potássio e baixa quantidade de sódio, é recomendada também aos que padecem de hipertensão arterial. A fruta contém também consideravel quantidade de vitamina C que resulta muito útil no fortalecimento das defesas durante o inverno.

    Na  cosmética é muito  usada na hidratação dos cabelos,  sendo ideal na hora de reduzir o volume. As sementes são esmagadas e usadas como insecticida.

    fontes:http://www.hort.purdue.edu/newcrop/morton/cherimoya.html:Cati; Wkp


  • O câncer e as plantas medicinais

    Existem plantas que produzem substâncias antimitóticas, capazes de deter o crescimento de tumores malignos. Por exemlo, as plantas empregadas externamente contra as verrugas (Podofilo, Calêndula, Celidônia-maior, Figueira, Heliotrópio), Visco ou o Teixo. Contudo, muitas dessas substâncias encontram-se ainda em fase de investigação.

    O uso habitual destas plantas exerce uma comprovada ação preventiva do câncer. São muito indicadas para quem já tenha sofrido ou que tenha tendência de sofrer dessa doença, devido a fatores constitucionais ou hereditários.

    CENOURA – Fornece caroteno (provitamina A), agente antioxidante que previne o desenvolvimento do câncer. Use sua raiz crua, cozida ou o suco
    ALHO – Previne os tumores malignos, especialmente os do aparelho digestivo. É usado cru, extrato, e a decocção das folhas secas
    CEBOLA – Previne o câncer intestinal, regula a flora do intestino e detém os processos de putrefação; Usa-se c rua, em suco fresco, cozida ou assada.
    COUVE – Previne o câncer possivelmente pelo seu conteúdo em caroteno. Usa-se o suco da planta fresca.
    viscoVISCO – Destrói as células tumorais, estimulando a imunidade celular. Usa-se a Infusão ou maceração das folhas secas.
    EQUINÁCEA – Previne tumores malignos, aumenta os leucócitos. É útil na radioterapia e quimioterapia. Usa-se o decocção da raiz, ou em preparados farmacêuticos.

    Fonte – www.cantoverde.org


  • Dia mundial de Combate ao câncer

    Ontem, dia 8, se celebrou o Dia Mundial de Combate ao Câncer. O Brasil terá mais de 4780 mil novos casos de câncer em 2010. Essas estimativas são validas também para o ano de 2011 e apontam para a ocorrência de 489.270 novos casos. Os tipos mais incidentes são o câncer de pele tipo não melanoma seguido do câncer de próstata e pulmão (homens) e mama e colo de útero nas mulheres. Esses dados são do Inca para o biênio 2010-2011.
    ESTIMATIVA DE NOVOS CASOS DE CÂNCER NO BRASIL POR – NEOPLASIA Segundo a Região em Homens e Mulheres – 2010-2011:
    Localização Primária Norte Nordeste Centro-Oeste Sul Sudeste TOTAL
    Mama Feminina 1.350 8.270 2.690 9.310 27.620 49.240
    Traquéia, Brônquio e Pulmão 1.080 3.950 1.760 7.230 13.610 27.630
    Estômago 1.300 4.280 1.270 4.090 10.560 21.500
    Próstata 1.960 11.570 3.430 9.820 25.570 52.030
    Colo do Útero 1.820 5.050 1.410 3.110 7.040 18.430
    Cólon e Reto 620 3.040 1.580 6.150 16.720 28.110
    Esôfago 260 1.530 580 3.040 5.220 10.630
    Leucemias 560 2.070 650 1.790 4.510 9.580
    Cavidade Oral 410 2.810 800 2.510 7.590 14.120
    Pele Melanoma 180 540 250 2.020 2.940 5.930
    Outras Localizações 5.260 14.780 8.090 28.810 80.860 137.800
    Subtotal 14.800 57.890 22.510 77.880 202.340 360.810
    Pele não Melanoma 4.320 31.460 7.830 24.600 45.640 113.850
    TOTAL 19.120 89.350 30.340 102.480 247.980 489.270

    Os tumores mais incidentes para o sexo masculino serão devidos ao câncer de pele não melanoma (53 mil casos novos), próstata (52 mil), pulmão (18 mil), estômago (14 mil) e cólon e reto (13 mil). Para o sexo feminino, destacam-se os tumores de pele não melanoma (60 mil casos novos), mama (49 mil), colo do útero (19 mil), cólon e reto (14 mil) e pulmão (9 mil). No site do Instituto Nacional do Câncer –  INCA  –  pode-se ter uma idéia detalhada do que é o câncer e os seus diversos tipos.

    Seja um doador de medula óssea… Um doador de esperança!
    Hoje, dia 9 de abril, fazem exatos 6 anos que perdi minha neta (a primogênita do meu filho do meio) para o câncer. Letícia tinha apenas 1 ano, 1 mes e 25 dias quando foi internada com suspeita de leucemia,  suspeita essa que veio se concretizar dias depois após  um mielograma. Desde então os dias que se seguiram foram de esperança, agonia e tristeza até o desenlace. O que nos sobrou foram as lembranças e a esperança de um dia se ver cumprir a promessa que Deus nos fez: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” (Apocalipse 21.4) Vivo com essa esperança!


  • Frutas Exóticas – Canistel

    O Canistel  (campechiana Pouteria) é uma árvore nativa do sul do México e América Central . [1] É cultivada em outros países, como Brasil , Taiwan e Vietnã .  Seu nome é derivado da cidade mexicana de Campeche, de onde é nativa e é algumas vezes (erroneamente) referido como campechiana Lucuma. Entre nós é conhecida como Fruta-ovo, Gema-de-ovo, Sapota-amarela.

    A árvore  da família das sapotáceas, é ereta atinge não mais de 8 m de altura, mas pode, em situações favoráveis, atingir a altura de 27-30 m e seu  tronco pode atingir 3 m de diâmetro. O canistel cresce até 10 metros  altura, e produz frutos amarelo-laranja, até 7 centímetros de comprimento, que são comestíveis, sendo empregados em sorvetes, doces e compotas como também ao natural.

    O fruto (amadurece a partir de novembro a março), é muito variável na forma e tamanho, pode ser quase redonda, com ou sem um ápice pontiagudo ou bico curvo, ou pode ser um pouco oval, ovóide ou fusiforme.  
    É muitas vezes inchada de um lado e há um cálice 5 pontas na base que pode ser arredondado ou com uma depressão distinta.    Na maturação, a pele fica amarelo-limão, amarelo-dourado pálido ou amarelo-alaranjada, é muito lisa e brilhante, exceto onde ocasionalmente revestido com carepa castanho-claros ou castanho-avermelhada.

    Sua  polpa  é doce, com uma textura muitas vezes comparada à de um cozido de  gema de ovos,  daí o seu nome coloquial de “eggfruit”. Imediatamente abaixo da pele da polpa amarela é relativamente firme e farinhenta, com poucas fibras finas. Em direção ao centro do fruto é mais suave e cremosa.   Tem sido muitas vezes comparada a textura da gema de um ovo cozido.   O sabor é doce, mais ou menos almiscarado.

    Canistels são ricas em niacina e caroteno (provitamina A) e tem um nível razoável de ácido ascórbico, fósforo, riboflavina e aminoácidos (triptofano,metionina e lisina).  A decocção da casca é adstringente e tida como um antitérmico no México e aplicado em erupções de pele, em Cuba.  As  sementes tem sido utilizadas como remédio para úlcera.

    Fonte: http://www.hort.purdue.edu/newcrop/morton/canistel.html
    [1]  Wikipedia


  • Borragem, um excelente depurativo!

     La Quintine, o jardineiro do rei Luiz XIV considerava-a uma verdura deliciosa, reservando-lhe um lugar especial no jardim real, junto a outras plantas depurativas. Contudo, por não lhe haver prestado atenção, o famoso rei foi vítima de diversas doenças, tais como artritismo e gota dentre outras. Em muitos lugares a borragem é considerada uma excelente verdura. As suas folhas tenras podem ser comidas cruas, em salada, ou então cozidas com batatas e/ou hortaliças. Toda a planta é coberta de pequenos pêlos rijos de cor branca e as suas flores são atraentes, de cor azul, violeta ou branca com 5 pétalas.

    A borragem (Borago officinalis L.), conhecida no Brasil também por borrage, borracha, borracha-chimarrona e foligem, é uma planta medicinal. É uma  herbácea anual, mediterrânea, crescendo em terras ricas em azoto. Fora de algumas zonas da Alemanha ou do norte da Espanha onde é utilizada como legume, o seu cultivo é feito principalmente para a produção de sementes.1

    Origina-se  do norte da África embora seja encontrada em muitos estados brasileiros.  Nas américas Central e do Sul, cresce a chamada borragem-brava (heliotropum indicum L.) também conhecida como jacuacanga e aguaraciunha-açu, que também pertence à família das borragináceas com aspecto bastante semelhante à borragem comum.
    Toda a planta contém abundantes sais minerais (nitrato de potássio), mucilagens e flavonóides. Suas propriedades mais importantes são:
    Sudorífica: principalmente as flores da borragem favorecem a produção de suor, que propicia a eliminação de toxinas do nosso organismo; Diurética: aumenta a produção de urina e eliminação de uréia, ácido úrico e outras substancias residuais, combatendo, portanto, a gota, artritismo; Emoliente e antiinflamatória: devido às mucilagens abundantes na planta, é utilizada em forma de cataplasma para aliviar as dores da gota e no combate a furúnculos e abcessos; Hipolipemiante: a planta é rica em ácido linoléico, reduzindo assim o mau colesterol do sangue; Regulador hormonal: o óleo das sementes de borragem atuam também como regulador do sistema hormonal, combatendo dismenorreías. 
    Às reconhecidas virtudes gastronômicas da borragem acrescentam-se as suas propriedades diuréticas e depurativas, quando ingeridas como verduras ou tomadas como suco fresco.

    1 – http://pt.wikipedia.org/wiki/Borragem – (“Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia”, 2ª Edição, Fundação Calouste Gulbenkian)
    Enc. das Plantas, pg. 746


  • Controle da Tuberculose: um desafio!

    Nos últimos anos, o Brasil e o mundo vêm ampliando os esforços para o controle da tuberculose, que continua sendo um grave problema de saúde pública. Os índices da doença, que diminuíam gradativamente na década de 80, voltaram a crescer nos anos 90.

    O Dia Mundial da Tuberculose foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra Tuberculose e Doenças Pulmonares (International Union Agaist TB and Lung Disease – IUATLD). A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo Dr. Robert Koch, que descobriu que o bacilo se espalhava pelo ar. Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 1/3 da população mundial infectada: 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.

    A cada dia mais de 20 mil pessoas adoecem e 5 mil morrem. Vinte e dois países respondem por 80% dos casos. Como complicantes existem a co-infecção com o vírus do HIV (que aumenta o risco de adoecer e morrer) e o problema da resistência medicamentosa, que é muito mais cara e mais difícil de tratar e vem se espalhando em mais de 20 países.

    No Brasil, há 50 milhões de infectados e uma média anual de aproximadamente 100 mil casos novos e 6 mil óbitos pela enfermidade. Cada paciente infectado, se não for tratado, pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano. A tuberculose infecta pessoas em todos os países do mundo, tanto ricos como pobres. A pobreza, desnutrição, más condições sanitárias e alta densidade populacional são fatores que contribuem para que o agravamento e  disseminação da infecção  se transforme em doença. Apenas alcançando as metas de detecção de no mínimo 70% dos casos de tuberculose e cura de 85% destes casos é que o controle da doença realmente se dará e suas taxas começarão a diminuir gradativamente em 5% ao ano.

    Os objetivos da campanha do Dia da Tuberculose são educar o publico em geral a reconhecer os sintomas e o tratamento para Tuberculose, e encorajar  as pessoas que desenvolveram os sintomas a realizarem o exame diagnóstico para confirmação da doença,  e o tratamento supervisionado.

    Em 2010 deseja-se reduzir pela metade as taxas de morbidade e mortalidade, com base em 2000. Em 2020, evitar 25 milhões de mortes de tuberculose e prevenir 50 milhões de casos. E em 2050 diminuir a incidência para 1 caso por cada 1.000.000 de habitantes, eliminando a doença como problema de saúde pública.1

    As Plantas e a Tuberculose

    A Tuberculose uma doença de evolução lenta  que afeta sobretudo os pulmões e que se agrava por uma alimentação deficiente e habitos de vida insalubres. Algumas plantas não curam por sí só a doença mas favorecem os mecanismos de curativos do organismo, que tanta influência têm na prevenção e tratamento da Tuberculose. São elas:

    Equinácea: estimula as defesas contra as infecções; Pulmonária: é emoliente e antiinflamatória sobre o aparelho respiratório; Ênula: acalma a tosse, tonifica todo o organismo; Alcaçus-da-Europa: expectorante, antibiótico, desinflama as vias respiratórias, Líquem-da-Islândia: expectorante e peitoral, complementando o tratamento contra a doença.

    Para ter um corpo saudável e livre de infecções, não basta combater os germes que as causam. A medicina atual atribui cada vez maior importância ao “terreno”, ou seja, ao próprio organismo, na luta contra as infecções. As plantas medicinais não atuam apenas destruindo os micróbios mas também fortalecendo as defesas do organismo. O seu uso, juntamente com um estilo de vida saudável, pode fazer mais pela saúde que os antibióticos mais potentes.

    Como você e eu podemos  ajudar:

    –  Sabendo  mais sobre a tuberculose; fazendo  os exames e recebendo  tratamento;  contando  a todos que a tuberculose pode matar, mas que também pode ser curada.

    1 -Portal da Saúde; Enc. Plantas


  • Frutas Exóticas – Bilimbi

    Bilimbi, parente da carambola, muito apreciada no sudeste asiático
     A árvore do pepino (Averrhoa bilimbi L.), como também é conhecida, está  intimamente relacionada  com a Carambola, mas é diferente na aparência, no sabor,  e na forma de frutificação.   É comum encontra-la nos  países do Sudeste Asiático;  Na Índia,  é geralmente encontrado nos  jardins. No Haiti, é chamada de  blimblin; na Jamaica, bimbling plum; em  Cuba,  grosella china; em  El Salvador e Nicaragua, mimbro; na Venezuela, vinagrillo; no Suriname e nas  Guianas, birambi; na Argentina, pepino de Indias. Para os franceses é o  carambolier bilimbi, ou cornichon des Indes.


    Na Amazônia, o Bilimbi teria sido introduzido via Caiena, região das Guianas de onde viria o nome limão-de-caiena pelo qual também é conhecido. Seu cultivo é realizado nos Estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e Santa Catarina, além de ser encontrado em vários Estados do Nordeste, sendo conhecido como “biri-biri”, “caramboleira-amarela”.

    A árvore do Bilimbi atinge uma altura de 5 a 10 metros;  tem um tronco curto dividindo-se em ramos na posição vertical. Suas flores são pequenas, vermelho-claras, aromáticas, presas aos ramos e tronco. É uma espécie tropical, mais sensível ao frio do que a Carambola.

    Verde ou maduro, o Bilimbi é, quase sempre, considerado muito ácido e amargo para ser consumido in natura, sendo usado para a elaboração de picles, geléias, sucos e compotas.  Na culinária oriental o bilimbi é, também, bastante empregado como ingredientes no preparo de variados pratos salgados.  Embora sua fruta seja muito ácida para consumir in natura,  os frutos verdes cozidos são muito apreciados no  Suriname.  

    O suco de Bilimbi, por causa de seu conteúdo em acido oxalico, é útil para manchas do descoramento das mãos. Na Malásia, as folhas de Bilimbi são usados como um tratamento para a doenças venéreas e decocção de suas folhas é tomada como um medicamento para aliviar a inflamação retal. É usada também  contra tosse e aftas. Quando mantido em temperatura ambiente, rapidamente perde sua qualidade, principalmente pela excessiva perda de massa (relacionada à perda de água) que o torna murcho e sem brilho. 

    Fonte: Revista Brasileira de Fruticultura; hort.purdue.edu


  • Nome estranho e sabor maravilhoso!

    ertencente à família das annonaceae, a Ilama (annona diversifolia) é parente da fruta de conde e graviola
    Em um programa na tv, a apresentadora falava hoje de uma “simpatia”, não sei bem, em que ela colocava em um recipiente o nome de todas as frutas que conhecia e a fruta que correspondesse ao nome sorteado, ela deveria se privar de ingerir durante todo o ano.  No “sorteio” do ano anterior, a apresentadora se privara de saborear a deliciosa  fruta-pão e o seu Louro, de degustar amoras. 
    Bem como perdi o inicio do assunto, confesso que não faz muito sentido para mim me  privar de algo tão gostoso e nutritivo como fruta-pão  ou mesmo das deliciosas amoras . Mas cada um no seu quadrado. Dentre as opções sorteadas no  dia (e que foram as primeiras a serem sorteadas) constavam duas opções: Geribá e Ilama. Geribá eu acho que não é fruta, não sei com certeza mas vou pesquisar. No entanto, a outra  opção, eu tenho certeza: Ilama é uma fruta!
    A Ilama é originária do México, Guatemala e El Salvador e pertence à família das Anonáceas; a Ilama (annona diversifolia) é parente da fruta de conde, graviola, etc. Tornou-se conhecida a partir de 1911, quando foi  investigada pela Secretaria de Fitotecnia do Departamento de Agricultura da dos EUA, recebendo o  nome botânico de Annona diversifolia Safford. Seus frutos são grandes, às vezes semelhantes,   na forma e tamanho com a Cherimóia. A Ilameira é árvore pequena, variando de 2,5 a 6 metros, e pode ser cultivada em climas tropicais ao nível do mar. A casca tende a ser verde ou rosa-pálido ou roxo.  A polpa é branca, porém algumas variedades tem a polpa vermelha.  O sabor é tido como excelente em muitas variedades, que rivaliza com o da Cherimóia e a fruta de conde.

    A época de colheita dos frutos começa no final de junho, no México e dura apenas algumas semanas. Estende-se desde finais de Julho a Setembro, na Guatemala, de julho a dezembro, na Flórida. Tradicionalmente, os frutos não são colhidos até que eles começaram a se abrir, mas pode ser  colhido um pouco mais cedo e mantido até 3 dias para amolecer. Eles não vão amadurecer se colhidos cedo demais.

    Mas voltando ao assunto do sorteio, a  apresentadora resolveu então fazer novo sorteio e a fruta sorteada foi a  Graviola. Ela olhou desconsolada para o Louro e se disse muito triste por não poder comer durante 12 meses  “fruta de conde”.
    Fonte de pesquisa – http://www.tradewindsfruit.com/


  • Frutas Exóticas – Curuba

    Planta ainda pouco conhecida no Brasil, a Curuba (Passiflora tarminiana, Passiflora tripartita var. mollissima) da família dos maracujás, é originária das Américas, encontrando-se distribuida nas zonas frias dos Andes. É produzida em todo territorio Colombiano na Venezuela, Bolivia, Peru e também na Nova Zelandia.
     
    A curuba é uma trepadeira  com o caule coberto de um pelo amarelo, podendo atingir até 7 metros de comprimento. Seu fruto é uma baga de casca branco-amarelada ou verde-escura . A cor da polpa é amarela ou alaranjada com pequenas sementes escuras. O sabor é agradável, perfurmado e ligeiramente ácido. É uma fruta tropical das mais apreciadas. Existem 11 variedades dessa planta, que vegeta em ambientes umidos e com boa luminosidade, sendo muito suscetível à geadas. 
     
    Sua polpa é comida ao natural, ou pode ser misturada ao suco de outras frutas. Pode  também ser usada em sorvetes, geléias e doces. É muito rica em vitamina C e A.
    Outros nomes da planta: Curuba, Curubas, Taxo, Tumbo, Parcha, Tacso, Granadilla cimarrona; Banana Passionfruit.

    Fonte; imagem


  • Nutritiva e ornamental

    fruta pão

    Originária de Java ou Sumatra, seu fruto é base alimentar para os ilhéus da Polinésia além disso é tida como ornamental. Seu nome cientifico é Artocarpus altílis (Parks) Fosberg (A. communis) . Existem duas variedades principais: apyrena – cujo fruto não tem sementes, é chamada fruta-pão de massa e seminífera – cujo fruto possui sementes, é chamada fruta-pão de caroço. (1)

    A fruta-pão é árvore que vive 80 anos, podendo alcançar de 25-30m de altura tem copa relativamente frondosa com folhas grandes e recortadas de cor verde escura. Desenvolve-se bem em clima tropical úmido. No Brasil pode ser cultivado desde São Paulo ao Pará.

    Dizem que Napoleão Buonaparte curava suas diarréias, tomando um chazinho de camomila e banho com as folhas da arvore do fruta pão. Provavelmente sofria das hemorróidas e muitos gazes intestinais. Isso ele tinha aos montões. Saía furtivamente do palacio, para liberar as ventosidades nos jardins palacianos, e se recuparava com a famosa e nutritiva sopinha. (2)

    A polpa do fruta-pão de massa é rica em calorias, carboidratos, água, vitaminas B1, B2, C, cálcio, fósforo, ferro e tem baixo teor de gorduras. Sua polpa seca é feita uma farinha panificável,  além de fonte para extração do amido e de farinha granulada semelhante ao “sagu”. Em uso caseiro a polpa – quase madura – pode ser cozida, assada, transformada em purê ou cortada em fatias consumidas fritas (como a batatinha) com manteiga, mel ou melaço. Cortada em fatias e secas ao sol ou em fornos a polpa é usada para o preparo de raspas ou crueiras ou aparas e para o preparo de farinhas que, misturadas à farinha de trigo, podem compor o pão caseiro. Madura, a polpa é aproveitada na fabricação de doces.

    As sementes do fruta-pão de caroço podem ser consumidas assadas, torradas, ou fervidas em água e sal. Em alguns estados brasileiros as sementes são usadas em substituição ao feijão para preparar guisados e ensopados. A polpa do fruto reduzida a pasta quente é supurativo para tumores e furúnculos; as  sementes são tônicas que favorecem estômago e rins e o seu Látex é usado como cicatrizante de feridas.

    Fp: (1) Seagri; 
    (2) sunset.com
    foto: http://www.arara.fr