Author: Julio Rocha

  • Tiago Viegas – Sede do Uakti – A&M Arquitetura

    Esta é uma apresentação do projeto para a sede do grupo de música instrumental Uakti projetado pelo escritório A&M Arquitetura.

    This is a 3d presentation that Tiago Viegas made for Uakti´s building designed by A&M Arquitetura.
    Uakti is a Brazilian group of instrumental music known for playing with unconventional instruments, created by the musicians themselves.

    http://www.uakti.com.br/

    Fonte:
    http://www.behance.net/viegas/frame/378077

    Dica do forista Marcelo Olisa.

  • Gustavo Penna conquista lugar de destaque na arquitetura

    Walter Sebastião – Estado de Minas

    Trabalho tem o compromisso de reinventar uma Belo Horizonte voltada para a fraternidade e a cidadania

    Livro lançado em 2009 oferece a possibilidade de conhecer um personagem que ajuda a construir Belo Horizonte: Gustavo Penna (Viana & Mosley Editora), de Roberto Segre. Com o dom de pôr lado a lado presente e passado, o arquiteto criou o moderno prédio da Academia Mineira de Letras, na Rua da Bahia, propondo o sonho de uma cidade mais bonita, civilizada e ousada. Também saiu da prancheta de Gustavo o projeto que transformou o inóspito e insípido Parque da Gameleira em Expominas – construção futurista cujas formas e espaços arrojados expressam visão ampla do mundo e da metrópole.

    É só o primeiro livro sobre o trabalho de Gustavo Penna nas últimas três décadas. Em breve, sairão outros dois. As publicações surgem no momento em que a obra do mineiro, admirada pelos "papas" Oscar Niemeyer e Paulo Mendes da Rocha, ganha destaque especial no panorama da arquitetura brasileira.

    Em breve, importantes projetos dele se tornarão realidade, como o Museu do Aleijadinho, em Congonhas (MG), e a reforma do Mineirão para a Copa da Mundo de 2014. "O filósofo Merleau-Ponty diz que os acidentes de percurso constituem o percurso. Agora estão começando a se concretizar coisas que são de momentos diferentes", comemora Gustavo.

    "Projetar e ter ideias já dá prazer, é quando a obra é sua. Mas arquitetura só se completa com a participação dos outros. Por isso, luto como louco para ver meus projetos realizados", confessa ele. "Arquitetura é gesto de carinho, cria instrumentos para se habitar o planeta. O arquiteto cria a possibilidade de beleza, que é a dimensão da harmonia a partir do cotidiano", afirma Gustavo, sentado numa das salas de seu belo escritório, instalado em casa centenária do Centro de Belo Horizonte. Há fotos e obras de arte. No sifão do pátio interno, pode-se ler a frase do poeta latino Virgílio: "Coragem, assim se vai às estrelas".

    Gustavo Penna diz que tem experimentado uma espécie de recomeço. "Estou mais livre, minha atitude diante da vida e do mundo é de esperança e de requalificar, não de desespero. A cidade tem ficado totalmente desarmônica, o arquiteto é cada vez mais necessário. Ele é o antídoto para a feiura, para a desarmonia e para a guerra. Gosto de criar o gestual do edifício, de ver o edifício assumindo um gesto meu". A poesia é sua fonte de inspiração. "Cintilação de pensamentos associados à forma", resume o autor do projeto do Parque Ecológico da Pampulha.

    Sidney Lopes/EM/D.A Press

    "Estamos cansados de prédios mudos, que não têm opinião, ocos" – Gustavo Penna, arquiteto

    BRASÍLIA

    Gustavo nasceu em Belo Horizonte e tem 59 anos. Fez vestibular de engenharia para testar se era bom em matemática, mas acabou se matriculando em arquitetura. A escolha veio naturalmente, produto do gosto pelo desenho. Aos 12 anos, o impacto: Brasília, que visitou com a turma de colégio. "Nunca tinha visto nada igual. Aqueles espaços, os volumes distantes uns dos outros, o ar entre as coisas", relembra.

    O primeiro trabalho como estagiário foi no escritório carioca do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), selecionado por Gabriela Mello Franco. Na época, o órgão procurava jovens interessados na área de patrimônio. "Quando cheguei e vi que o coordenador era Lúcio Costa, levei um susto", diz. Até hoje ele se lembra da primeira vez que o inventor do Plano Piloto de Brasília o chamou pelo nome.

    OS ESPAÇOS DE GUSTAVO

    Tempos de BH
    – "Tem o tempo da fundação, da Praça da Liberdade, do traçado urbano de Aarão Reis, dos grandes arquitetos italianos. E o tempo da Pampulha, quando a cidade convencional passou a ser de vanguarda e gerou onda de modernidade para todo o Brasil. Há o tempo da desqualificação: por não termos apreço pelo planejamento, a cidade vai ficando cada vez mais feia, descuidada, desconsiderada e tratada como lugar de fazer dinheiro. Os valores simbólicos são deixados de lado. Com relação ao futuro, acredito que temos de planejar uma cidade para a convivência, para a cidadania, para a fraternidade, para gostar das árvores, das avenidas e dos lugares. Um lugar para criar filhos, conviver com amigos e, daqui, trabalharmos para qualquer ponto do mundo".

    Pampulha – "Momento mágico. Passados mais de 60 anos, há gente que, ainda hoje, acha tudo aquilo vanguarda. Foram necessários pouco menos de 9 mil metros quadrados para encantar o mundo e criar o conjunto que deu a Belo Horizonte um lugar no mapa-múndi. Quer dizer, não é preciso fazer arquitetura imensa para plantar vanguarda. Com pequenos gestos artisticamente potentes, consegue-se isso. Outro edifício que acho maravilhoso é o do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Digno, ele não é exibido. Belo, tem elegância. É aéreo".

    Congonhas – "O projeto é retomar o diálogo entre as partes que compõem o conjunto. Fico impressionado com o espaço, com o ritmo, com aquele zigue-zague dos Passos da Paixão. É lugar com atmosfera barroca, mas de forma lúdica. São raros os adros de igreja com espaços tão amplos e igreja no topo, como grande louvor a Deus. É o momento mágico de ascensão. Estive com Amilcar de Castro em Congonhas e ele disse: ‘É a obra do maior artista das Américas’. Concordo, é um lugar especial do mundo. Trabalhar lá é uma reza. Sinto a necessidade do religare".

    Mineirão – "O ícone do esporte, na Pampulha, vai ser uma das sedes da Copa do Mundo, se possível do jogo de abertura. Então, precisa representar a nossa competência, o nosso conhecimento dos avanços da tecnologia, da segurança e das necessidades de funcionamento e uso. Tem de ser local múltiplo, capaz de sediar vários eventos. Não só para as grandes torcidas, mas também para as crianças, as mães. Tem de ser fator de agregação, não de desagregação das famílias. Não vamos mexer na arquitetura de Eduardo Mendes Guimarães e de Gaspar Garreto. As interferências serão internas, subterrâneas".

    Conheça alguns projetos de Gustavo Penna em MG

    Perspectiva do Espaço Multiuso Américo Renné Giannetti, no Parque Municipal, em BH

    Casa em Tiradentes

    Perspectiva do Museu de Congonhas

    Perspectiva do Centro de Convenções Inhotim

    Expominas, em BH

    Perspectiva da Ópera de Minas

    Escola Guignard, em BH

    Memorial Japonês no Parque Ecológico da Pampulha, em BH

    Parque Ecológico da Pampulha, em BH

    Desenho de Gustavo Penna

    Fonte:
    http://noticias.lugarcerto.com.br/im…oticias.shtml#

  • Até junho, avião da TAM terá serviço de telefonia

    SÃO PAULO – A companhia aérea TAM anunciou ontem que vai oferecer o uso de celular e internet a bordo das aeronaves até junho. A companhia já havia firmado, em outubro de 2008, uma parceria com a empresa suíça de tecnologia OnAir. Duas aeronaves da TAM já foram adaptadas para permitir a utilização de telefonia móvel, e outras duas ainda passarão pelo mesmo processo. Para que o serviço seja oferecido, falta ainda a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

    A Anatel precisa autorizar a atuação da OnAir no Brasil e certificar seus equipamentos. Já a Anac precisa avaliar se o sistema pode provocar algum prejuízo à operação dos aviões. Além disso, será necessário alterar a atual legislação, que autoriza o uso de celulares apenas quando os aviões estão em solo e com as portas abertas.

    O sistema desenvolvido pela OnAir permite o funcionamento de 12 celulares por avião ao mesmo tempo. Os passageiros poderão fazer e receber ligações, enviar mensagens SMS, acessar e-mails via smartphone e ainda utilizar a internet por meio de laptops equipados com aparelhos de modem. O uso desses serviços será cobrado diretamente da conta de telefone dos passageiros.

    A empresa ainda não definiu quais rotas receberão o serviço. A ideia é testar a aceitação dos passageiros apenas nos voos domésticos. Os sistema de telefonia celular a bordo já é utilizado em países da Europa, mas foi proibido nos Estados Unidos, sob o argumento de que o sinal emitido pode interferir nos controles das aeronaves. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

    Fonte:
    http://www.estadao.com.br/noticias/e…a,496715,0.htm

  • Noticias sobre as Eleiçoes 2010 Minas Gerais [Thread Oficial] ‎

    Como achei a ideia de um thread sobre notícias das eleições presidencias de 2010 muito boa. Decidi criar um para as eleições em Minas Gerais.

    Já que copiei a ideia mesmo …

    Oi gentem!
    Vamos postar as notícias mais relevantes sobre as eleições para governador, senador e deputados estaduais e federais em Minas Gerais.

    TUDO COM RESPEITO AO PROXIMO, POR FAVOR!!!! 😆

    Link para o thread presidencial:
    http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1025099

  • Obras da Transnordestina serão aceleradas em julho

    João Domingos – 14/01/2010 – 14:25

    O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, disse hoje que, a partir de julho, serão aceleradas as obras da Ferrovia Transnordestina nos Estados do Ceará, de Pernambuco e do Piauí. Na manhã de hoje, ele se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar das obras tocadas por seu ministério.

    Durante o pico das obras da ferrovia, no segundo semestre, com ação em todos os trechos, deverão ser gerados 7 mil empregos diretos, informou o ministro. A Transnordestina terá 1.730 quilômetros e deverá custar R$ 5,4 bilhões. A ferrovia fará a ligação dos centros de produção de grãos, gesso, avicultura e agricultura irrigada do semiárido nordestino – área com as maiores dificuldades socioeconômicas do País – aos Portos de Suape, em Pernambuco, e de Pecém, no Ceará. Ele deverá ter ainda uma conexão com a Norte-Sul, de acordo com o Plano Ferroviário.

    Fonte:
    http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/h…-julho-1.63935

  • Passagens aéreas disparam e fecham 2009 com alta de 32%

    CIRILO JUNIOR
    da Folha Online, no Rio

    O fim dos descontos dados pelas empresas fez com que as passagens aéreas disparassem no fim de 2009, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Somente em dezembro, os preços desse item ficaram 46,91% mais caros. Antes, em novembro, a alta havia sido de 18,03%.

    A escalada dos preços no final do ano resultou em incremento de 31,88% ao longo do ano passado. Isso representou contribuição individual de 0,09 p.p. (ponto percentual) dentro do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que subiu 4,31%.

    Em 2008, as passagens de avião tinham subido 12,17%. Naquele ano, o barril do petróleo teve forte disparada, chegando a ser cotado a US$ 147 em meados do ano. A alta do petróleo foi uma das justificativas utilizadas pelas companhias para o aumento das tarifas aéreas. Em 2009, o barril apresentou cotação bem menor, tendo como teto a casa dos US$ 70.

    Entre os produtos não alimentícios, a principais contribuições vieram das mensalidades escolares, com alta de 5,94%, e dos empregados domésticos, cujos custos subiram 8,73%. Ambos exerceram influência de 0,28 p.p. sobre o índice, ao longo de 2009.

    O aumento da taxação sobre os cigarros fizeram com que o item subisse 27% ao longo de 2009, resultando numa contribuição de 0,23 p.p.

    Os planos de saúde aumentaram 6,38%, o que significou contribuição de 0,22 p.p. dentro do IPCA. As tarifas de ônibus foram responsáveis por 0,20 p.p. do índice, devido à alta de 5,33%.

    O preço do aluguel teve incremento de 6,64%, que significou 0,18 p.p. Os remédios, com alta de 5,83% e contribuição de 0,16 p.p, vieram em seguida. Já os custos com o gás de cozinha e as tarifas de energia elétrica representaram, cada, 0,15 p.p. da taxa global. A energia elétrica subiu 4,68% em 2009, e o gás de cozinha teve alta de 13,74%.

    Combustíveis

    Item com peso significativo dentro do orçamento das famílias, os combustíveis exerceram maior pressão no final de 2009, capitaneado pelo álcool. O combustível renovável registrou elevação de 14,98% ao longo do ano passado, ocasionando contribuição de 0,05 p.p. dentro da taxa global. Em dezembro, o álcool ficou 1,52% mais caro, segundo o IBGE.

    A alta do álcool influenciou o preço da gasolina, em função da adição do combustível renovável ao derivado do petróleo. A gasolina subiu 2,06% em 2009, exercendo influência de 0,09 p.p. no IPCA.

    Fonte:
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/d…1u678592.shtml

  • Malha ferroviária mal utilizada faz governo rever concessões

    Empresas estão mapeando ferrovias consideradas viáveis e poderão devolver trechos que não estão em operação

    Renée Pereira – Domingo, 10 de Janeiro de 2010

    Doze anos depois do início das privatizações, o Brasil se prepara para pôr em prática um novo acordo geral no setor ferroviário que envolve melhor uso da malha existente e extensão dos prazos de concessão das empresas. As mudanças começaram a ser desenhadas após um estudo sobre a ocupação das estradas de ferro do País.

    O resultado mostrou que, além de pequena (28 mil quilômetros), boa parte da malha é subutilizada. "Apenas 10% das ferrovias (3 mil km) estão plenamente ocupadas", diz o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo. Outros 7 mil km estão sendo usados abaixo da capacidade e 18 mil km são subutilizados.

    Um dos principais objetivos das mudanças é pôr em operação trechos abandonados ou com baixa ocupação. A pedido da ANTT, as empresas – que faturam mais de R$ 12 bilhões por ano – estão mapeando as ligações subutilizadas de sua área de atuação. As concessionárias terão a opção de continuar com os trechos ou devolvê-los ao governo.

    Se permanecerem com a concessão, terão de fazer um trabalho de recuperação da malha e deixá-la apta para o transporte, avisa Figueiredo. "O que não podemos é permitir que trechos continuem abandonados, enquanto há demanda forte pelo transporte ferroviário."

    Para ele, algumas áreas podem não ser viáveis para carga, mas podem ser atrativas para o transporte de passageiro ou turismo. É o caso da ligação João Pessoa (PB) – Natal (RN). "O turismo lá é forte, há um resort próximo. A malha poderia ser usada para fins turísticos. Se a empresa não quiser explorar esse tipo de serviço, ela pode devolver para o governo e ele resolve o problema fazendo nova concessão ou não."

    Em São Paulo há dois trechos abandonados em negociação entre a ANTT e a América Latina Logística (ALL), a maior concessionária do País. Trata-se da ligação Panorama-Bauru e Cajati- Santos. Em ambos, diz Figueiredo, empresas procuraram a agência para reivindicar acesso ao transporte. "Precisamos resolver essa situação."

    ATRATIVIDADE

    O presidente da ALL, Bernardo Hees, diz que já providenciou estudos de viabilidade para avaliar a atratividade das duas linhas. Mas afirma que a empresa tem interesse em recuperar outras ligações, como é o caso de Piracicaba (SP). "Sempre consideramos que algum trecho que hoje não tem viabilidade um dia se tornará atraente", negando a possibilidade de devolver áreas para o governo.

    Hees diz que a concessionária está concluindo a reativação de 23 km no Rio Grande do Sul, entre Santa Rosa e Giruá. A recuperação dos trilhos permitirá aos produtores da região acessar o Porto de Rio Grande.

    Para ele, a repactuação entre concessionárias e agência é extremamente positiva para o futuro do setor. "Mal ou bem, há uma série de questões no contrato de concessão que estão defasadas. Trabalhar a recuperação de trechos de baixa densidade pode significar mais carga para as empresas."

    Mesma percepção tem o diretor de Comercialização e Logística da Vale, Marcelo Spinelli. A Vale, que detém a concessão de três ferrovias, também tem trechos abandonados. Um deles é a ligação Mariana-Campos, entre Minas e Rio de Janeiro. No passado, a Ferrovia Centro-Atlântica, controlada pela Vale, cogitou devolver o trecho. Mas voltou atrás. Agora, prepara estudo da área.

    Outra medida que forçará as empresas a explorarem novas áreas é a fixação de metas (de produção) por trechos, não mais por áreas de concessão. "A medida vai obrigar as concessionárias a trabalhar mais em algumas áreas ou devolvê-las", diz Figueiredo.

    Para Spinelli, além da reativação da malha, a definição do direito de passagem vai estimular a competitividade. O mecanismo permite que qualquer operador use a malha do concorrente, pagando pedágio. Hoje, usa-se só o tráfego mútuo. Nesse caso, quando a empresa entra na malha de outra precisa usar a locomotiva da dona da ferrovia. "É claro que a medida não vai agradar a todo mundo, mas é necessária."

    Fonte:
    http://www.estadao.com.br/estadaodeh…mp493174,0.php

  • TAM e Gol embutem taxa em venda de bilhetes e prejudicam o consumidor

    Karla Mendes
    Publicação: 09/01/2010 09:57

    Cuidado para não cair no artifício da TAM e da Gol na hora de comprar passagens pela internet. As duas companhias estão embutindo a cobrança de uma taxa de assistência de viagem, que na TAM custa R$ 17 e na Gol R$ 3. Quem não deseja contratar o serviço, deve desmarcar a opção. Senão, a cobrança é automática. E não é difícil isso ocorrer, pois os tais seguros aparecem com letras miúdas, que se confundem com uma compra convencional.

    À primeira vista, os valores podem parecer pequenos, mas se levarmos em conta as milhões de viagens realizadas por ano, o lucro dessas companhias com esse serviço é significativo. Se metade dos passageiros da TAM pagarem a assistência de viagem sem perceber, a companhia embolsará mais de R$ 110 milhões por ano. O cálculo foi feito considerando que metade dos 26,5 milhões de embarques e desembarques efetuados pela companhia em 2008 (último dado disponível) tenha pago pelo serviço. Usando a mesma fórmula para os 23,44 milhões de embarques e desembarques da Gol, a soma ultrapassa os R$ 35 milhões.

    Como o seguro não é imposto como condição para a venda da passagem, a prática não caracteriza venda casada, mas infringe da mesma forma o Código de Defesa do Consumidor,(1) ressalta Alessandro Gianelli, advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). "Ainda que não seja ao pé da letra uma venda casada, é uma oferta viciada, que induz o consumidor ao erro." O advogado avalia que o serviço não está sendo apresentado adequadamente. "Não há dúvida de que a prática afronta o Código, pois induz o consumidor a comprar algo que não pediu."

    Procurada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que como o serviço não consta nas normas do setor, a agência não regula essa prática e que o usuário deve recorrer aos órgãos de defesa do consumidor. Alessandro Gianelli questiona a conduta da agência. "A Anac está se esquivando da responsabilidade", diz. Quem pagou pelo seguro viagem desapercebido, deve requerer o dinheiro de volta perante a empresa. Se o problema não for resolvido, o consumidor deve recorrer ao Procon ou à Justiça.

    A TAM informou que "antes de o passageiro finalizar a transação, é apresentada uma mensagem de alerta para que ele confirme a opção de contratação da assistência, sendo garantida a oportunidade de cancelamento da compra do serviço se não houver interesse". A Gol informou que "tem o respaldo do Ministério Público para realizar a venda do produto" e que "o site é claro" acerca da possível contratação do seguro de assistência viagem.

    1 – Oferta

    O Artigo 31 do Código de Defesa do Consumidor estabelece que "a oferta e a apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados do produto, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e à segurança dos consumidores".

    Fonte:
    http://www.correiobraziliense.com.br…NSUMIDOR.shtml

  • Lei põe farmácias de Minas Gerais fora do limite da Anvisa

    Norma estadual permite oferta de artigos de conveniência e a oferta de serviços, na contramão das novas normas anunciadas em agosto do ano passado

    Luciana Rezende – Repórter – 8/01/2010 20:26

    RENATO COBUCCI

    Venda de produtos de conveniência nas farmácias deve gerar disputa judicial

    As novas regras do setor farmacêutico entram em vigor daqui a pouco mais de um mês, em 18 de fevereiro. A polêmica em torno do assunto, no entanto, continua. E agora ganhou força em Minas Gerais. A Assembleia Legislativa (ALMG) aprovou, nos últimos dias de 2009, a Lei 18.679, que autoriza o comércio de artigos de conveniência e a oferta de serviços em farmácias e drogarias do estado.

    A norma já foi sancionada pelo governador e publicada no Diário Oficial em 24 de dezembro. O texto vai na contramão da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 44/2009 e das Instruções Normativas (IN) 9 e 10 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), anunciadas em agosto.

    O órgão deu um prazo de seis meses para que os estabelecimentos de todo o país se adaptem à regulamentação. O que significa, principalmente, deixar de vender produtos não relacionados à saúde, a exemplo de balas, refrigerantes, pilhas, ração etc. A medida também prevê que os medicamentos, inclusive os de venda livre, fiquem atrás do balcão. Ou seja, não podem mais ficar nas prateleiras acessíveis aos usuários.

    Com a questão indefinida, a batalha entre Agência e comerciantes seguirá na Justiça. A assessoria de imprensa da Anvisa informa que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo Governo de São Paulo. O processo contesta a Lei estadual 12.623/2007, que permite a venda de artigos de conveniência nas farmácias e drogarias em território paulista.

    A Assembleia derrubou o veto do governador ao projeto que criou a Lei, promulgada então pelo presidente da Casa. O teor da norma é o mesmo das editadas agora em Minas e outros estados. Por isso, a Agência espera a definição do STF para que ela seja estendida aos demais casos, por meio de súmula vinculante.

    A expectativa da Anvisa é de parecer favorável à regulamentação. A assessoria cita, inclusive, recente decisão do juiz federal da 4º Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, que manteve a RDC 44 para os estabelecimentos comerciais associados à Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj). A entidade queria desobrigar suas associadas de cumprir a norma.

    Já o Governo do Espírito Santo vetou projeto de Lei que ampliaria o mix de produtos em farmácias e drogarias. O veto está amparado em parecer da Procuradoria do Estado, que reconhece a competência da Anvisa para regular a matéria.

    Em função disso, a Agência também pretende derrubar, até 18 de fevereiro, liminar favorável à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), concedida pela Quinta Vara da Justiça Federal. A decisão suspende parte da RDC 44 e as IN 9 e 10 da Anvisa. Dessa forma, libera a venda de não medicamentos no varejo farmacêutico de todo o país.

    De acordo com o presidente da entidade, Sérgio Mena Barreto, a norma da Anvisa é inconstitucional. O órgão, segundo ele, não poderia legislar. “As regras contrariam a legislação atual (Lei 5.991/93), que não limita os produtos que podem ser vendidos nas farmácias.

    A Anvisa é uma autarquia e não agência reguladora. Portanto, tem que seguir a legislação. Não pode inovar”, defende. Para ele, a Agência ainda está na contramão dos demais países do mundo, como Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Suécia, Portugal e o Chile, que acaba de fazer o caminho inverso e liberar a venda de remédios nas prateleiras.

    Barreto acrescenta que,ao oferecer outros produtos e serviços, o setor farmacêutico facilita a vida do consumidor e assegura uma operação saudável para a atividade. “A proibição causaria desconforto aos clientes e um custo oneroso para as drogarias, o que teria reflexos até no preço dos medicamentos”, avalia. O proprietário da Drogaria Araujo, Modesto Araujo, lembra que artigos de conveniência têm participação importante no faturamento.

    “Para atender a população por 24 horas, é preciso agregar mais itens ao negócio”, alega. A estimativa da Abrafarma é que “não remédios” representem em torno de 25% dos ganhos do setor.

    Araujo pontua também que a argumentação de que a oferta de não medicamentos e serviços nas farmácias incentivaria a automedicação é incorreta. “Temos é que educar as pessoas e proibir os produtos bonificados, a empurroterapia. Para provar isso, a Araujo está tirando todos os medicamentos de venda livre do autoatendimento nas 95 lojas e colocando atrás do balcão, mesmo amparada pela Lei estadual. Vamos mostrar que nada vai mudar”, provoca. O empresário afirma que vai incentivar outras redes farmacêuticas a seguir, temporariamente, a mesma postura.

    O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do Estado de Minas Gerais (Sincofarma Minas), Lázaro Luiz Gonzaga, também aplaudiu a decisão da ALMG. “O varejo farmacêutico tem grande capilaridade e, em muitas cidades, atua como correspondente bancário, dos Correios etc. Essa assistência seria retirada pela norma da Anvisa, que, ao nosso ver, é inconstitucional”, alega. Para ele, a questão, em Minas, está encerrada. “A Lei estadual está acima de uma resolução”, defende.

    Não é o que acredita o diretor do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sinfarmig), Albano Verona. “A oferta de produtos e serviços diversos nas farmácias descaracteriza o estabelecimento e banaliza a venda de medicamentos. Minas dá um péssimo exemplo ao aprovar uma Lei que só interessa a empresários e traz prejuízos à sociedade. Esperamos que a Justiça a considere inconstitucional”, conclui.

    Fonte:
    http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/h…anvisa-1.61449