Author: Luís da Beira

  • Cerro do Outeiro, uma aldeia quase extinta

    Na margem esquerda da Ribeira de Codes, encabritada sobre uma crista de quartzito e xisto, houve em tempos uma aldeia, hoje quase um amontoado de pedras…

    Nessa aldeia, o presente quase não existe. No exíguo espaço podem ver-se, isso sim, os vestígios de uma vida que quase não terminou, que parece ter-se interrompido momentos antes…

    …ou insiste em continuar. Esta chaminé recente, parece contradizer a vetustez dos muros de quartzito.

    Os girassóis não nascem por acaso. Tem de haver por ali alguém capaz de deitar as sementes…

    Podemos imaginar, no pequeno patamar, preparando-se para descer os dois pequenos degraus, a noiva que deixa a casa onde nasceu…

    Construíam-se os muros sobre a mesma rocha de que eram feitos…

    Aqui, a “avenida” era um pouco mais larga…

    Restam ainda as traves-mestras, que sempre se aguentam um pouco mais…

    O piso de madeira ruiu, mas mantêm-se as janelas, sob o abrigo dos muros…

    Adivinha-se um alpendre que quase parecia um palco…

    Porta para o quintal, jardim, pomar…

    Quase um castelo…

    Onde se vêem seteiras, senão nos castelos?!…

    Nesta janela, estaria Julieta esperando Romeu?…

    O guardião do lugar anda por ali…

    Se dá costas, é para prosseguir o seu trabalho de vigilância…

    E mantém-se firme, no seu posto!


  • Oleiros

    Oleiros

    Oleiros é uma vila portuguesa pertencente ao Distrito de Castelo Branco, região Centro e subregião do Pinhal Interior Sul, com cerca de 2 500 habitantes.
    É sede de um município com 465,52 km² de área e 5 988 habitantes (2006) [1], subdividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte pelo município do Fundão, a leste por Castelo Branco, a sul por Proença-a-Nova, a sudoeste pela Sertã e a noroeste por Pampilhosa da Serra.

    Do ponto de vista geológico, a região em que o concelho se insere possui uma grande uniformidade, sendo constituída essencialmente por xistos. Sobre estes, jazem por vezes, possantes bancadas de quartzitos que, pela sua dureza, sobressaem na paisagem. A montante das soleiras de rocha dura que as cristas de quartzito proporcionam, desenvolvem-se meandros de dureza, dissimétricos. Ao atravessarem os afloramentos quartzíticos, os rios ou provocam imponentes vales em gargante ou, quando incapazes de talhar a rocha, despenham-se através de quedas de água. As formas salientes mais importantes que se levantam na área do concelho são as serras de Alvelos, do Muradal e da Lontreira, fazendo parte do Maciço Central.

    O pinheiro é hoje a principal árvore do concelho, sendo incalculável o seu valor económico tanto no que respeita a madeiras como a resina e seus derivados, de tão grande aplicação e consumo nos nossos dias. A nível industrial verifica-se a existência de algumas unidades (indústria de madeiras, metalomecânica, mármores, agro-industrial) na maior parte das freguesias, registando-se uma maior expressão em Oleiros.

    Em Oleiros existem vários edifícios que se podem englobar no património artístico; Igreja Matriz de Oleiros, Igreja da Misericórdia de Oleiros e todo um conjunto de Igrejas ou Capelas espalhadas pelas aldeias concelho.

    As freguesias de Oleiros são as seguintes:

    Texto e imagens retirados de Wikipedia